MADRI (Reuters) - A Igreja Católica da Espanha acusou na quinta-feira o governo socialista de corroer os padrões morais da sociedade ao propor tornar mais fácil o acesso das mulheres ao aborto. O governo não tem o direito de impor nenhum sistema de moralidade... e principalmente um em favor do aborto, disse o porta-voz dos bispos da Espanha, Juan Antonio Martinez Camino, em uma entrevista coletiva.

Atualmente a lei espanhola permite o aborto apenas em casos de estupro, de malformação fetal ou quando a gravidez coloca em risco a saúde mental ou psicológica da mãe.

Martinez Camino disse que políticos católicos do Parlamento deverão votar contra um projeto do governo que tornaria mais fácil às mulheres abortar nas primeiras 14 semanas de gestação.

"O primeiro-ministro José Luis Rodriguez Zapatero tem tentado mudar o debate político para as questões sociais e afastar-se da economia atingida pela recessão e do desemprego de quatro milhões", disse.

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