Igreja Católica cubana ressalta visita de emigrados nos EUA

HAVANA (Reuters) - A Igreja Católica cubana comemorou o fato de que neste ano as famílias da ilha poderão receber sem restrições seus parentes radicados nos Estados Unidos, segundo mensagem de Natal que será lida nesta quarta-feira pelo cardeal Jaime Ortega na TV estatal. O acesso aos meios de comunicação, todos sob controle do Estado, era uma reivindicação da Igreja ao regime comunista desde a década de 1960.

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"As famílias se alegram de este ano poder receber familiares dos Estados Unidos que desejavam vir visitá-los e não podiam. Damos por isso graças a Deus. Mas entre penas e alegrias deve brilhar acima de tudo a estrela do Natal", diz Ortega na mensagem.

Segundo o site da arquidiocese de Havana (www.arzobispadodelahabana.org), Ortega elogiou as medidas tomadas em abril pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no sentido de eliminar ou reduzir as restrições para visitas e remessa de divisas de cubano-americanos a seus parentes na ilha.

Durante o governo de George W. Bush, os cubanos só tinham autorização para fazer uma visita a cada três anos, e apenas para parentes próximos, como pais, filhos e irmãos.

Uma fonte da Igreja Católica disse nesta quarta-feira que é a segunda vez consecutiva que a mensagem natalina de Ortega será lida na TV oficial.

"É certo que sempre faltará na celebração natalina alguém que partiu definitivamente ao encontro do Senhor e outros membros da família, talvez os mais jovens, que foram embora do país", diz Ortega na mensagem.

O Natal deixou de ser celebrado oficialmente em Cuba entre 1969 e 1997. A festa foi restabelecida pelo regime um mês antes da histórica visita do papa João Paulo 2o, em janeiro de 1998. A partir daquele ano, o 25 de dezembro voltou a ser feriado.

(Reporte de Nelson Acosta)

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