Igreja Católica cubana diz que 20 presos políticos vão para Espanha

No sábado, informou-se que 17 seriam soltos em breve; segundo chanceler espanhol, grupo com 7 opositores chega 3.ª-feira a Madri

iG São Paulo |

A Igreja Católica cubana anunciou nesta segunda-feira em comunicado que outros três presos políticos serão libertados para viajar à Espanha, o que aumenta para 20 o número de dissidentes cujas libertações estão confirmadas. Os 20 prisioneiros políticos fazem parte dos 52 opositores que a igreja anunciou na quarta-feira que o governo de Raúl Castro aceitou libertar em até quatro meses.

O Arcebispado de Havana anunciou em comunicado que os dissidentes Jesús Mostafá, condenado a 25 anos; Omar Rodríguez, sentenciado a 27; e Antonio Díaz, condenado a 20 anos; "vão seguir em breve" para Madri. Os três se juntam ao grupo de 17 cuja libertação foi anunciada previamente .

De acordo com o Ministério de Relações Exteriores da Espanha, sete dissidentes chegarão na terça-feira à capital espanhola, Madri, embora previamente o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, tenha dito que 11 dos 20 opositores deveriam partir na noite desta segunda-feira de Havana e chegar com seus parentes em voos da Air Europea e Iberia na manhã de terça-feira.

Segundo as fontes, no primeiro voo viajarão Pablo Pacheco, Omar Ruiz, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, José Luis García Paneque e Léster González com seus familiares. No avião seguinte chegará Ricardo González Alfonso.

Todos os 52 presos a ser libertados fazem parte do chamado "Grupo dos 75", formado por opositores condenados a até 28 anos de prisão na chamada "Primavera Negra", em 2003.

Preparativos

Parentes de alguns presos políticos cubanos que serão libertados em breve receberam nesta segunda-feira o aviso das autoridades cubanas de que precisam estar prontos para viajar à Espanha. As esposas de Ricardo González, Omar Rodríguez e Julio César Gálvez, todas moradoras de Havana, confirmaram à EFE que receberam a notificação, mas não foram informadas sobre quando viajarão.

Em Cuba, nenhuma fonte do governo nem a Igreja Católica informaram sobre o momento exato em que os primeiros presos sairão da ilha com suas famílias ou quantos serão.

Familiares dos presos disseram que alguns dos detentos já passaram por exames médicos e estão com os documentos prontos para sair do país, o que não foi confirmado por nenhuma fonte oficial cubana ou espanhola na ilha.

*Com EFE e AFP

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