Londres, 8 fev (EFE).- A Igreja Anglicana continua com seu plano de promover mulheres ao bispado, apesar das fortes objeções dos tradicionalistas, informa hoje o jornal britânico The Times.

Os opositores da proposta advertiram que uma medida dessa, esperada para hoje mesmo na assembleia geral da Igreja, vai provocar um êxodo em massa de fieis em direção ao Vaticano.

Segundo ressalta "The Times", o bispo de Manchester, Nigel McCulloch, anunciará aos participantes da assembleia anglicana, realizada em Londres, que fracassaram os esforços de impedir a ordenação de mulheres.

No entanto, será pedido às futuras bispas que deleguem sua autoridade a outros bispos para atender àquelas paróquias que se neguem a aceitá-las, mas não se criará uma estrutura paralela de bispos e arcebispos tradicionalistas.

Os tradicionalistas argumentam que Jesus Cristo não teve discípulas e que a sucessão apostólica deve ficar em mãos masculinas.

A decisão que será anunciada hoje pelo bispo de Manchester e que ratificará a assembleia em julho abre caminho para a consagração de mulheres como bispas dentro de apenas dois anos.

Entre as primeiras mulheres que poderiam obter tal distinção estão a cônega Jane Hedges, da Abadia de Westminster, e sua colega Lucy Winkett, da Catedral de São Paulo, em Londres.

Um possível efeito dessa decisão será aumentar o número de anglicanos que aceitarão a oferta do papa Bento XVI de se converterem ao catolicismo.

Os católicos romanos do Reino Unido criticaram o arcebispo anglicano de York, John Sentamu, por ter dito na semana passada que os anglicanos que aceitarem o convite do papa não seriam "católicos como Deus manda". EFE jr/sa

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