Iêmen prende líder da Al-Qaeda no país

As forças oficiais iemenitas, pressionadas por Washington para obter resultados na luta contra a Al-Qaeda, capturaram nesta quarta-feira um dos líderes da rede terrorista no país e outros dois jihadistas feridos.

AFP |

Mohamad Ahmed al-Hanak, apontado como líder local da Al-Qaeda, considerado o idealizador das ameaças de atentado que provocaram o fechamento das embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha, foi detido em um hospital de Raida (80 km ao norte da capital Sanaa), ao lado de dois de seus homens feridos na segunda-feira em uma operação policial.

"Mohamad al-Hanak e outros dois que estavam feridos foram capturados no hospital de Amran", declarou à AFP uma fonte dos serviços de segurança que pediu anonimato.

As forças oficiais também prenderam outros três islamitas que se entregaram às autoridades.

Dois membros da Al-Qaeda se renderam na província de Marib (ao leste de Sanaa) e um terceiro em Arhab (40 km ao norte da capital).

A fonte afirmou à AFP que as rendições são o resultado de "pressões das tribos" que controlam estas regiões e fecham as portas de seus territórios aos terroristas.

Unidades iemenitas que perseguiam Al-Hanak enfrentaram o grupo deste na segunda-feira na região de Arhab. Dois seguranças de Al-Hanak morreram e dois foram feridos nos combates, mas o suspeito conseguiu escapar das tropas oficiais.

Fechada no domingo e na segunda-feira pelas ameaças de atentado da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), a embaixada dos Estados Unidos reabriu na terça-feira e as autoridades americanas elogiaram as operações antiterroristas executadas, em referência à ofensiva de Arhab.

Nesta quarta-feira foi a vez da embaixada britânica reabrir as portas, mas como os serviços consulares ainda suspensos. A missão diplomática da França no Iêmen também retomou o funcionamento normal.

O ministério do Interior iemenita anunciou que segue em curso uma vasta operação em várias províncias, para "pressionar os terroristas e impedir que reconstituam suas células e retomem o incentivo".

As ações se concentram nas províncias de Juf, Marib, Chabwa e Abyan, ao noroeste e ao leste de Sanaa.

O ministério informou na terça-feira que havia cercado "os elementos da Al-Qaeda em todos os lugares e todas as regiões onde possam se encontrar".

"A perseguição destes elementos acontece nas 24 horas do dia e executamos operações diárias contra seus esconderijos", afirmou a pasta em um comunicado.

Também foi reforçada a segurança ao redor das embaixadas e dos lugares frequentados pelos estrangeiros.

O presidente americano, Barack Obama, fez referência na terça-feira à situação no Iêmen, ao afirmar que "existem problemas do ponto de vista da segurança que enfrentamos há algum tempo, assim como nossos parceiros iemenitas".

No início da semana, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia considerado que a "instabilidade" no Iêmen ameaça a "estabilidade regional e até mesmo mundial".

mou/fp

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