Iêmen insiste em combater a Al-Qaeda sem a intervenção direta dos EUA

Uma intervenção militar dos Estados Unidos no Iêmen, atualmente em guerra contra a Al-Qaeda, acabaria reforçando a rede extremista, alertou nesta quinta-feira o vice-primeiro-ministro iemenita para Assuntos de Defesa e Segurança.

AFP |

"Uma intervenção direta dos Estados Unidos pode reforçar a rede da Al-Qaeda e não enfraquecê-la", declarou Rached al Alimi durante uma coletiva de imprensa.

Ele insistiu em pedir aos países ocidentais que aprovem uma ajuda em termos de material e formação de pessoal para ajudar na guerra contra a Al-Qaeda, bem implantada no estado do Iêmen.

Segundo os meios de comunicação americanos, Washington teria participado das operações militares das forças iemenitas contra posições da Al-Qaeda em 17 e 24 de dezembro. Mais de 60 islamitas morreram nestes ataques no centro e leste do Iêmen.

"Nossa posição política é clara: nós vamos combater a rede Al-Qaeda por nossos próprios meios", insistiu Alimi.

Mas acrescentou: "a Al-Qaeda é uma organização mundial que ameaça a estabilidade internacional, por isso é preciso uma cooperação com todos os países do mundo e, em primeiro lugar, com os Estados Unidos".

"É o que pedimos aos Estados Unidos, uma assistência em termos de formação e de armamento para as unidades de combate ao terrorismo".

As forças oficiais iemenitas, pressionadas por Washington para obter resultados na luta contra a Al-Qaeda, capturaram nesta quarta-feira um dos líderes da rede terrorista no país e outros dois jihadistas feridos.

Mohamad Ahmed al-Hanak, apontado como líder local da Al-Qaeda, considerado o idealizador das ameaças de atentado que provocaram o fechamento das embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha, foi detido em um hospital de Raida (80 km ao norte da capital Sanaa), ao lado de dois de seus homens feridos na segunda-feira em uma operação policial.

As forças oficiais também prenderam outros três islamitas que se entregaram às autoridades.

Dois membros da Al-Qaeda se renderam na província de Marib (ao leste de Sanaa) e um terceiro em Arhab (40 km ao norte da capital).

A fonte afirmou à AFP que as rendições são o resultado de "pressões das tribos" que controlam estas regiões e fecham as portas de seus territórios aos terroristas.

Londres e Washington anunciaram que pretendem reforçar sua ação contra o terrorismo no Iêmen e na Somália depois do fracassado atentado contra um avião americano no dia de Natal.

Já o conselheiro antiterrorismo do presidente Barack Obama, John Brennan, anunciou no domingo que Washington não tinha a intenção de abrir no Iêmen um novo front na guerra contra o terrorismo, nem enviar tropas para aquele país.

str/cn

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG