Atentado coordenado contra quartel de polícia mata ao menos 11 pessoas e liberta dezenas de presos neste sábado

O Iêmen culpou a Al-Qaeda por uma ação na qual homens armados em uniformes militares atacaram o quartel-general da polícia na cidade portuária de Aden, neste sábado, matando 11 pessoas e libertando vários presos.

O Iêmen está lutando para controlar um movimento separatista no sul e firmar um cessar fogo com rebeldes xiitas no norte. O país está sob pressão internacional para abrandar conflitos internos para se concentrar na crescente presença da Al-Qaeda no Iêmen.

Fumaça é vista em quarta-general da polícia do Iêmen
Reuters
Fumaça é vista em quarta-general da polícia do Iêmen

O ataque deste sábado ocorreu um dia depois de o braço da Al-Qaeda no Iêmen ter ameaçado responder a uma operação estatal contra a organização no leste do país, pedindo para que moradores locais entrem na luta armada contra o governo.

O ataque "carregava as marcas da Al-Qaeda," disse o Comitê Supremo de Segurança do Iêmen, acrescentando que sete membros das forças de segurança, três mulheres e uma criança de sete anos foram mortos no ataque deste sábado.

Disparando metralhadoras e morteiros, os agressores entraram no quartel-general da inteligência da polícia, surpreendendo forças de segurança durante uma cerimônia, disse à Reuters uma autoridade de segurança.

"O alto número de mortes ocorreu devido ao fato de que o ataque aconteceu durante à saudação à bandeira pela manhã," afirmou a autoridade, acrescentando que "alguns detentos" foram libertados pelos agressores.

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