Identificados restos mortais de 42 desaparecidos durante ditadura argentina

Buenos Aires, 2 jun (EFE).- Os restos de 42 pessoas desaparecidas durante a ditadura argentina (1976-1983) foram identificados graças a uma campanha latino-americana de coleta de amostras genéticas impulsionada por especialistas do país, anunciaram hoje fontes oficiais.

EFE |

As identificações são os primeiros resultados da Iniciativa Latino-Americana para a Identificação de Pessoas Desaparecidas, lançada em 2007 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) em conjunto com organizações de Guatemala e Peru e com o apoio do Governo argentino.

O secretário de Direitos Humanos deste país, Eduardo Luis Duhalde, disse hoje em entrevista coletiva que os familiares das 42 pessoas identificadas já foram avisadas.

O Executivo da Argentina não divulgou os nomes nem as nacionalidades das pessoas cujos restos foram encontrados, já que uma decisão judicial impede por enquanto a liberação destas informações.

No entanto, fontes oficiais disseram à Agência Efe que os restos identificados seriam de argentinos.

Os corpos foram achados em diferetes valas comuns e cemitérios da Argentina, segundo membros da EAAF, ONG que já trabalhou na identificação de pessoas assassinadas durante ditaduras ou em atos de violência política em mais de 30 países.

Segundo cálculos oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina durante os chamados "anos de chumbo". Mas organizações humanitárias elevam este número para 30 mil. EFE ms/sc

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