Identificada proteína que atua no suicídio de células do rim de diabéticos

Madri, 21 abr (EFE) - Um grupo de pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade Autônoma de Madri (UAM) conseguiu identificar uma proteína que desempenha um papel-chave no suicídio das células do rim que ocorre em decorrência do diabetes. O diabetes é a causa mais freqüente de insuficiência renal que requer diálise. Nesta doença as células do rim se suicidam por estarem imersas em um ambiente hostil, o que causa a perda progressiva da função renal.

EFE |

Um grupo do Departamento de Medicina da UAM estudou as causas e conseqüências do suicídio das células renais, e em uma nota divulgada hoje lembra que a destruição do rim causada pelo diabetes implica no desaparecimento de suas células.

Vários estudos recentes revelaram que as células do rim se perdem por causa do suicídio celular, que ocorre quando o ambiente que as cerca é hostil, lembra no comunicado Alberto Ortiz, professor do Departamento de Medicina da UAM e diretor da equipe que estudou as causas e conseqüências da apoptose das células renais.

A equipe analisou os genes relacionados com a apoptose em colaboração com o European Renal Biopsy Bank, que estuda o padrão de expressão de genes em rins de pacientes com nefropatia diabética, uma complicação do diabetes na qual o rim perde a capacidade de funcionar apropriadamente.

Com isso, os níveis de proteína na urina ficam muito altos.

No estudo realizado pela equipe, publicado na edição digital do "Journal of the American Society of Nephrology", os rins de diabéticos mostraram uma expressão anormal de 112 genes que regulam o suicídio celular.

Entre estes genes está uma proteína da família do fator de necrose tumoral (TNF) chamada TRAIL, que é a chave do suicídio das células do rim de diabético.

"No rim do diabético há grandes quantidades de TRAIL, que não se deve ao aumento dos níveis de glicose que definem a doença, mas à inflamação que acompanha o dano renal", segundo o estudo.

A inflamação aumenta os níveis de TRAIL, mas é a hiperglicemia que gera um ambiente celular estressante que favorece o suicídio celular perante a presença da proteína, determinou a equipe da UAM.

A participação da inflamação e do suicido celular na progressão do dano renal sugere que o tratamento da nefropatia diabética requer uma abordagem múltipla na qual sejam bem controlados os níveis de glicose, mas que incida também na inflamação renal e em proteínas letais como a TRAIL. EFE co/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG