Identificada nova pista sobre a doença de Alzheimer

Pesquisadores descobrem proteína que pode ter influencia sobre Alzheimer

The New York Times |

Altas concentrações de uma proteína do plasma sanguíneo, chamada clusterina, podem influenciar no desenvolvimento, na gravidade e na progressão da doença de Alzheimer, segundo descoberta de pesquisadores ingleses.

Eles realizaram avaliações clínicas e exames de imagem do cérebro e analisaram amostras de plasma sanguíneo de pessoas com Alzheimer, com leve debilidade cognitiva ou sem demência.

O time do Instituto de Psiquiatria no King´s College, de Londres, encontrou uma associação entre os níveis de clusterina no plasma sanguíneo e a severidade da doença, sua rápida progressão e a atrofia em uma área do cérebro com importante papel na memória.

Os pesquisadores também concluíram que os altos níveis de clusterina no plasma sanguíneo estavam relacionados ao aumento de beta-amilóide (uma proteína que forma as placas cerebrais associada ao Alzheimer) no lóbulo temporal mediano do cérebro.

O estudo foi publicado em Junho, na revista Archives of General Psychiatry (Arquivos de Psiquiatria Geral, em tradução livre). Estudos prévios sugerem que a clusterina pertence à família das proteínas chamadas de “acompanhantes extra-celular”, que regulam a formação e renovação da beta-amilóide, dizem os pesquisadores.

“Nossas descobertas claramente implicam a clusterina, mas podem existir outras proteínas no plasma relacionadas com o processo da doença, e realmente nossos estudos prévios e as demais pesquisas sugerem que esse seja o caso”, concluíram os cientistas.

“Estes resultados podem ter implicações maiores tanto para a identificação de outras proteínas no plasma – tão sabidas como biomarcadores da doença de Alzheimer – quanto para uma modificação dos tratamentos da doença.”

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