Idade não tem importância quando se trata de transplante hepático

Washington, 21 jul (EFE) - O fígado ou parte desse órgão proveniente de um doador idoso ou jovem é igualmente útil quando se trata de doá-lo a alguém que precise, afirmou um estudo realizado por médicos americanos e divulgado hoje pela revista Archives of Surgery. Os médicos da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em Saint Louis (Missouri), disseram que descoberta deveria convencer os centros de transplantes a não discriminar pela idade dos doadores de fígado. Calcula-se que em torno de 1.700 pessoas tenham morrido nos Estados Unidos no ano passado quando esperavam um doador adequado.

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Na maioria dos casos, os potenciais receptores de um doador sofriam de hepatite C, a doença mais freqüente nesse órgão.

Por outra vez, alguns médicos se mostram reticentes em usar fígados de doadores de idade avançada por temer que esses órgãos não sejam saudáveis tanto quanto os de uma pessoa jovem.

A publicação da Associação Médica dos Estados Unidos indicou que em um estudo realizado em 489 enxertos os médicos não constataram diferenças na sobrevivência do receptor se o órgão doado provinha de uma pessoa de 60 a 70 anos ou de um doador jovem.

"Isto deveria assegurar aos cirurgiões quanto a que o uso do fígado de um doador mais velho pode ser tão positivo quanto o de um doador jovem", assinalam os médicos em seu estudo.

Em termos gerais, os transplantes de fígado são realizados de um doador que morreu. No entanto, em alguns casos uma pessoa pode doar parte de seu órgão a um paciente previamente designado. EFE ojl/db

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