Ibas reconhece direito iraniano a plano nuclear pacífico

Brasília, 15 abr (EFE).- Os Governos do Brasil, Índia e África do Sul defenderam hoje, no Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas), em Brasília, o direito do Irã a um desenvolvimento nuclear com fins pacíficos e de acordo com as normas internacionais de segurança.

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Os presidentes, no entanto, insistiram com o Governo de Teerã para que coopere com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e cumpra as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de reiterarem "a necessidade de alcançar uma solução pacífica e diplomática" para a crise atual.

A menção ao Irã aparece no ponto 31 da Declaração de Brasília, que tem outros 45 e foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por seu colega da África do Sul, Jacob Zuma, e pelo primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Os países-membros do Ibas também conversaram sobre o conflito no Oriente Médio e exigiram, por meio de seus ministros das Relações Exteriores, que Israel congele os assentamentos nos territórios palestinos ocupados.

"Preocupados pela contínua deterioração da situação humana em Gaza, convocamos Israel a aliviar as restrições à circulação de pessoas e bens, tanto em Gaza como na Cisjordânia", sustentou um comunicado assinado pelos líderes do Brasil, Índia e África do Sul, que hoje se reuniram com seu colega da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Riad Maliki.

Os três representantes do Ibas também reivindicaram que sejam retomadas de forma "urgente" as negociações para a criação de um Estado palestino soberano, seguindo as fronteiras de 1967.

Além disso, se comprometeram a adotar um "papel mais ativo" em busca do diálogo e da paz e entraram em acordo para prosseguirem com as conversas sobre este assunto nas próximas reuniões.

Após o Fórum de Diálogo, Lula e Singh se unirão aos presidentes da China, Hu Jintao, e Rússia, Dmitri Medvedev, para a reunião anual do grupo Bric, formado por Brasil, Rússia, Índia e China. EFE ed/dr/bba

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