HWR diz ser urgente que EUA e Iêmen negociem sobre Guantánamo

Nova York, 3 jun (EFE).- A ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) assegurou hoje que o possível suicídio de um iemenita em Guantánamo evidencia a necessidade urgente de que os Estados Unidos acordem com o Iêmen a transferência ao país asiático dos detentos livres de acusações.

EFE |

O Pentágono reconheceu hoje que a morte do prisioneiro Muhammad Ahmad Abdallah Saleh, de 31 anos, parece um suicídio, embora não tenha detalhado as condições.

A HRW conta que o homem, que estava há sete anos detido nessa prisão, se encontrava no pavilhão psiquiátrico e, segundo os advogados que o visitaram em maio passado, era obrigado a comer através de um tubo, porque estava em greve de fome.

"EUA e Iêmen se atrasaram durante tempo demais para alcançar um acordo. Muitos desses homens já começam seu oitavo ano de detenção sem acusações", assegurou hoje a colaboradora em matéria de terrorismo da HRW Letta Tayler.

Segundo a HRW, cerca de 100 dos 239 presos detidos em Guantánamo são iemenitas e deles praticamente a maioria está livre de acusações, enquanto apenas 14 foram libertados, todos eles nos dois últimos anos.

A falta de acordo entre EUA e Iêmen é, para a organização, o principal impedimento para que o presidente americano, Barack Obama, feche o centro de detenção no início de 2010.

"Temendo que os iemenitas e outros detidos sejam transferidos a território americano, o Congresso votou no mês passado contra o financiamento do fechamento de Guantánamo", explicou a organização.

Tayler acrescentou que "manter esses homens sem acusações só aumenta o ressentimento internacional contra os EUA e oferece uma ferramenta de recrutamento para os grupos terroristas". EFE mgl/rr

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