Uma proteína que seria responsável pela doença de Huntington destruiu células em uma região específica do cérebro que controla os movimentos, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira e que parece esclarecer esta rara doença genética hereditária, incurável e fatal.

Os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland), concluíram que as proteínas "huntingtinianas" defeituosas codificadas por um gene mutante se multiplicam em todas as células do organismo, mas só destroem as células cerebrais que controlam os movimentos, quase sem tocar os outros tecidos.

"Isto sempre foi um mistério", disse o doutor Solomon Snyder, professor de neurologia da Universidade Johns Hopkins, que supervisionou este estudo publicado na revista Science de 5 de junho.

A doença de Huntington se traduz por uma deterioração neural que afeta as funções motoras e cognitivas e provoca demência.

"Este achado abre potencialmente o caminho para a criação de tratamentos dirigidos a esta proteína e que poderão deter os sintomas ou reduzi-los", disse Snyder.

js/LR

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