Human Rights Watch pede que Bolívia investigue mortes de civis

WASHINGTON (Reuters) - A entidade Human Rights Watch pediu na quarta-feira que a Bolívia realize uma investigação rápida e imparcial sobre a morte de ao menos 15 civis em confrontos entre simpatizantes e opositores do presidente Evo Morales, em meio a uma violenta crise política. O governo de Morales acusou o governador do distrito amazônico de Pando, Leopoldo Fernández, de ter ordenado um massacre de camponeses defensores do governo na semana passada.

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Antes de ser preso na terça-feira por militares na região sob estado de sítio, o governador disse que não tinha nenhuma responsabilidade nas mortes dos camponeses e assegurou que foi um confronto entre grupos de civis.

'Uma investigação independente e imparcial é absolutamente essencial para garantir que os responsáveis por essas mortes sejam levados à Justiça', disse José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da Human Rights Watch em comunicado.

A Câmara de Deputados da Bolívia formou uma comissão especial integrada por membros do partido governista e da oposição para investigar o massacre de Pando.

Os opositores são contrários a um plano de Morales para impulsionar uma Constituição socialista que busca dar mais poder aos indígenas e consolidar a nacionalização da economia.

A Human Rights Watch comentou ainda o estado de sítio no distrito de Pando.

'O governo deveria emitir instruções claras às forças de segurança de que os esforços por restabelecer a ordem devem ser compatíveis com as garantias dos direitos humanos', afirmou Vivanco.

(Por Luis Jaime Acosta)

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