Human Rights Watch pede manutenção de sanções ao Zimbábue

Johanesburgo, 10 set (EFE).- A organização Human Rights Watch (HRW) pediu hoje, em comunicado, a manutenção das sanções que alguns países e organismos impuseram ao Zimbábue, até que os direitos humanos sejam respeitados pelas autoridades do país.

EFE |

A nota da HRW responde ao pedido feito há dois dias pela Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês), no qual defende o fim das sanções internacionais ao Zimbábue.

"O Governo de unidade do Zimbábue só funcionará quando as leis repressivas forem eliminadas e melhore o respeito aos direitos humanos e, até esse momento, as sanções não devem ser retiradas", assinala a diretora da HRW na África, Georgette Gagnon.

Além disso, segundo a organização, o debate sobre o fim das sanções contra o Zimbábue não faz sentido, já que "nenhuma delas impede que o país continue se desenvolvendo", já que afetam pessoas e empresas ligadas ao regime do presidente, Robert Mugabe, e não o país.

Para a HRW, a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF, na sigla em inglês), o partido de Mugabe, e uma parte do Governo de unidade, "descumpriram constantemente seus compromissos" e, por isso, apoia as sanções da União Europeia (UE) à persistente violação dos direitos humanos.

A UE, os EUA e outros países submeteram Mugabe a sanções, além de alguns de seus familiares, partidários e empresas que o apoiam.

EFE hc/pd

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