Human Rights Watch diz que Chávez degradou democracia

CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, desgastou a democracia nos quase dez anos em que está no poder, disse um grupo em defesa dos direitos humanos na quinta-feira, acusando-o de manipular os tribunais a seu favor e solapar a liberdade de expressão. O grupo Human Rights Watch, com sede em Nova York, elogiou Chávez pela Constituição de 1999, que conserva direitos básicos, mas disse que o presidente venezuelano falhou em implementar suas leis.

Reuters |

O relatório foi publicado uma semana depois de Chávez expulsar o embaixador norte-americano de seu país, em uma disputa diplomática que fez Washington sancionar importantes autoridades venezuelanas que acusa de auxiliar os traficantes de drogas.

O governo de Chávez suspeita das ONGs e de grupos de defesa dos direitos humanos e frequentemente os acusa de tentar derrubar o presidente.

A Human Rights Watch disse que o maior ataque à democracia venezualana, na história recente, foi uma curta tentativa de golpe contra Chávez. Mas o grupo também critica o presidente por utilizar o golpe para justificar a discriminação de seus oponentes.

'Infelizmente, o governo de Chávez explorou (este fato) para justificar políticas que degradaram a democracia do país', disse o diretor do grupo nas Américas, José Miguel Vivanco.

O relatório critica também os ataques e listas negras com oponentes políticos de agências estatais e da companhia estatal de petróleo.

Milhões de pessoas que colocaram seus nomes num abaixo-assinado a favor de um referendo revogatório, em 2004, foram colocadas numa lista negra que, segundo críticos, é usada para impedir que arranjem empregos.

(Por Frank Jack Daniel)

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