Human Rights Watch cobra sanções contra Honduras

WASHINGTON (Reuters) - O grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) pediu nesta terça-feira à comunidade internacional --e aos Estados Unidos em particular-- a imposição de sanções contra o governo de facto de Honduras como meio de pressão para restituir ao poder o presidente deposto Manuel Zelaya. Desde a divulgação do relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na última sexta-feira, que documentou violações cometidas em Honduras desde o golpe de 28 de junho, a HRW cobra maior pressão sobre o governo interino do presidente Roberto Micheletti.

Reuters |

Uma missão de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou na segunda-feira a Tegucigalpa, em uma nova tentativa de buscar uma saída negociada para a crise hondurenha.

"Se a missão da OEA não conseguir nesta semana persuadir o governo de facto de Honduras a restituir Zelaya na Presidência, a única opção que resta é a comunidade internacional aumentar a pressão", disse José Miguel Vivanco, diretor da HRW para as Américas.

"O governo dos Estados Unidos, principalmente, poderia desempenhar um papel-chave por meio do uso de sanções cuidadosamente dirigidas", acrescentou em comunicado.

Entre as possíveis sanções, a HRW sugere que os EUA poderiam negar acesso a bancos norte-americanos para integrantes do governo de Micheletti.

Vivanco ressaltou que a CIDH registrou a morte de quatro pessoas, três delas com tiros na cabeça, durante protestos contra o golpe de Estado.

O relatório também criticou a detenção arbitrária de quase 4 mil pessoas por militares e policiais com o intuito de "silenciar e impedir as demonstrações de protesto".

O presidente dos EUA, Barack Obama, condenou o golpe e Washington suspendeu cerca de 18 milhões de dólares em assistência, a maior parte destinada para as Forças Armadas de Honduras, e também cancelou os vistos de alguns integrantes do governo de facto.

O Departamento de Estado norte-americano anunciou nesta terça que deixará de emitir vistos em sua embaixada em Honduras, exceto para imigrantes e em casos emergenciais, como parte da revisão de sua política em relação ao governo de Micheletti.

No entanto, a Casa Branca tem relutado em impor sanções mais firmes para restabelecer a democracia no país centro-americano, sob o argumento de que quer evitar o impacto negativo que isso teria sobre a população do país, um dos mais pobres da região.

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