Humala viaja ao Brasil em início de giro por países da região

Além de encontros com Dilma e com Lula, presidente eleito do Peru conversará com líderes do Uruguai, Argentina e Chile

iG São Paulo |

O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, inicia nesta quinta-feira um giro regional que o levará a Brasil, Uruguai, Argentina e Chile.

O futuro presidente peruano ficará dois dias no Brasil, onde se reúne com a presidenta Dilma Rousseff e também com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois seguirá para Montevidéu, onde dialogará com o presidente José Mujica; Buenos Aires, como convidado da mandatária Cristina Kirchner; e Santiago do Chile, para encontro com o líder Sebastián Piñera.

A presidenta Dilma Rousseff foi a primeira a convidar Humala para uma visita, após cumprimentá-lo por telefone por sua vitória no segundo turno das eleições presidenciais peruanas.

"Queremos ir aos países do Mercosul e também preciso visitar os Estados Unidos. Tomara que eu possa fazer essa viagem em breve, eu gostaria de entrar em contato com a Administração americana", afirmou Humala.

Humala também expressou seu desejo de que os presidentes da região possam estar presentes na cerimônia de posse que será realizada em Lima, no dia 28 de julho.

Humala disse também que antes da posse pretende viajar "a Venezuela, Equador, Colômbia, Bolívia” e outros países sul-americanos para estabelecer relações de amizade e respeito mútuo com os chefes de Estado que consideraram por bem nos convidar antes do juramento".Humala, um ex-militar de esquerda de 48 anos, venceu no domingo passado a eleição presidencial peruana e governará o país até 2016.

Economia

Nesta quarta-feira, o candidato eleito pela aliança Ganha Peru voltou a repetir que sua prioridade é dar estabilidade econômica ao país e implementar suas propostas sociais com o objetivo de conseguir maior inclusão da população menos favorecida.

Além disso, minimizou a importância da grande queda que a Bolsa de Valores de Lima registrou na segunda-feira, superior a 12%,LINK e afirmou que a incerteza é algo que "normalmente acontece em momentos de eleições".

"Mas hoje a bolsa já subiu (quase 7 pontos), e os bancos internacionais e as seguradoras de risco assinalam que é momento de investir. A coisa vai bem e é preciso manter a calma", declarou.

Humala ressaltou que o Peru tem uma economia "real, sólida" – e cresce entre 7% e 8% anualmente - e não pode ser abalado pelas bolsas de valores.

*Com EFE e BBC

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