Humala vence eleições presidenciais no Peru

Segundo resultados oficiais, o nascionalista venceu as eleições realizadas neste domingo

iG São Paulo |

O candidato nacionalista Ollanta Humala venceu as eleições presidenciais realizadas neste domingo no Peru, segundo os primeiros números oficiais informados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do país.

A chefe da ONPE, Magdalena Chú, comunicou neste domingo os resultados com 75% das urnas apuradas, que indicam que Ollanta Humala obteve 50,087% dos votos, enquanto sua rival, Keiko Fujimori, registrou 49,913%.

Boca de urna

Minutos após o fechamento das urnas no Peru, pesquisas de boca de urna indicam uma vitória do nacionalista Ollanta Humala. Diretores dos três institutos deixaram claro, porém, que os dados podem não refletir o resultado final.

AFP
O nacionalista Ollanta Humala vota em Lima, neste domingo
Em média, o candidato de centro-esquerda teve uma vantagem de 5% em relação à sua rival, a conservadora Keiko Fujimori. A margem de erro nesse tipo de pesquisa é de até 6%.

Pelo instituto Ipsos Apoyo, Humala teve 52,6% dos votos, enquanto a filha do ex-presidente Alberto Fujimori ficou com 47,4%. Pela empresa CPI, eles tiveram, respectivamente, 52,5% e 47,5%. Já pela boca de urna da Datum, os números ficaram em 52,7% para o nacionalista e 47,3% para Keiko.

Embora analistas e diretores dos institutos tenham pedido calma e que a população esperasse o resultado final, partidários de Humala já tomavam a Praça 2 de Mayo, no centro de Lima, onde já estavam programadas as comemorações caso o nacionalista vencesse.

Os primeiros resultados oficiais estão previstos para as 21h, mas antes disso serão divulgados números preliminares feitos por amostragem.

Durante a manhã e tarde de domingo, os peruanos saíram para escolher entre Keiko e Humala, após uma corrida presidencial dominada por incertezas e posições extremistas.

O processo eleitoral transcorreu normalmente, apenas com alguns problemas que não chegaram a atrapalhar a votação, segundo observadores internacionais e o Departamento Nacional de Processos Eleitorais do Peru.

Com o dedo marcado de tinta indelével pela última vez, já que as próximas eleições serão com urna eletrônica, os eleitores estavam tranquilos durante a votação em Lima, mas se diziam tensos e preocupados com o resultado.

Passado

Acompanhado pela mulher, Nadine Heredia, Humala votou pela manhã na Universidade Ricardo Palma, localizada no bairro de Surco, no centro de Lima. Um pouco antes, ele saiu para correr no sul da capital, onde conversou com a imprensa.

"Temos que dar uma oportunidade ao que é novo. E temos que nos lembrar do passado na hora do voto", disse o candidato em referência aos anos de governo de Alberto Fujimori, pai de Keiko, que hoje cumpre pela de 25 anos por violação dos direitos humanos.

AFP
Ao lado do marido, Mark Vito, Keiko Fujimori acena para a multidão
Já Keiko votou na escola Manuela Polo Jiménez, no mesmo bairro de Surco. O lado do marido, o americano Mark Vito Villanella, ela disse esperar que os peruanos votem pelo crescimento do país.

Propaganda eleitoral

O chefe da missão da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), que monitora a eleição peruana, Dante Caputo, disse que o segundo turno havia sido mais tenso que o primeiro, por enfrentar um cenário "muito mais polarizado".

"Mas tudo está bem tranquilo, até agora não tivemos nenhum inconveniente significativo", afirmou,
Na segunda-feira, a missão da OEA divulgará um primeiro informe sobre o processo eleitoral.

A diretora do Departamento Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol), Magdalena Chú Villanuea, afirmou que houve pequenos incidentes durante a votação, mas nenhum que atrapalhasse o processo.

A maior parte das irregularidades registradas (77%) foram de propaganda eleitoral ilegal e, em seguida, problemas com os materiais de votação (10%), como cédulas e urnas.

A diretora do ONPE acompanhou parte da votação no distrito de Pacarán (no sul de Lima), onde um grupo de 1.354 peruanos testou a urna eletrônica pela primeira vez e qualificou como "histórico" o uso do software eleitoral.

*Com BBC Brasil e EFE

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