Humala expurga polícia do Peru em luta contra corrupção

Presidente demite 2/3 de todos os generais da polícia em faxina sem precedentes; críticos o acusam de agir precipitadamente

Reuters |

O presidente Ollanta Humala demitiu dois terços de todos os generais em atuação da polícia do Peru, em uma faxina sem precedentes para combater a corrupção sistêmica, anunciou o governo de esquerda nesta segunda-feira.

Trinta dos 45 generais da polícia - incluindo seu comandante e o chefe da polícia antidrogas em um dos maiores produtores mundiais de cocaína - foram obrigados a se aposentar por um decreto assinado por Humala.

Humala, um ex-oficial militar que assumiu o cargo em julho , tem um alto índice de aprovação de 65% e fez campanha com promessas de combater a corrupção.

Embora a medida possa ser bem vista por eleitores que deram crédito a Humala para tentar introduzir novos programas sociais ao mesmo tempo em que busca investimentos estrangeiros, críticos acusaram o presidente de agir precipitadamente, sem deixar que as pessoas se defendessem de acusações de corrupção.

Pelo menos um general disse que foi demitido sem ter qualquer ligação com o contexto de acusações. "Se for mesmo o caso de que existam generais com problemas, não são todos corruptos nem ineptos, alguns são muito respeitáveis", disse Remigio Hernani, ministro do Interior do ex-presidente Alan Garcia, à rádio RPP.

Humala também promoveu 48 oficiais das Forças Armadas no fim de semana, alegando que precisava renovar os cargos de liderança com oficiais mais jovens.

Lourdes Flores, uma política conservadora da oposição, advertiu que Humala poderia estar favorecendo amigos ou politizando as Forças Armadas. Mas assessores do presidente disseram que as mudanças eram necessárias.

"O presidente, juntamente com os ministros do Interior e da Defesa, fez uma avaliação rigorosa durante semanas para promover alguns das Forças Armadas e aposentar muitos policiais", disse o vice-presidente Omar Chehade.

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