O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou o governo dos Estados Unidos e a oligarquía boliviana de gerarem a violência que provocou vários feridos neste domingo durante a celebração de um referendo convocado pela região boliviana de Santa Cruz sobre sua autonomia.

"A violência é responsablidade do império e da agressão oligárquica destes grupos que geralmente assumem nomes como sociedade civil mas são fascistas que andam com paus, pregos, pedras e com armas de fogo, atemorizando o povo", disse Chávez.

"Estamos, como todo o continente, preocupados com esta agressão contra a Bolívia que vem de fora (...) É a política do império, é um golpe contra a Bolívia e um golpe contra a América do Sul...", acrescentou Chávez em seu programa semanal de rádio e televisão 'Alô Presidente'.

Segundo o venezuelano, os Estados Unidos pretendem impedir a união dos governos latino-americanos de esquerda.

"Evo: aqui estamos contigo e com a Bolívia (...) os gringos nada poderão contra a Bolívia, a filha predileta de (Simón) Bolívar (...)", disse Chávez.

Enfrentamentos esporádicos registrados em colégios eleitorais neste domingo, dia do referendo sobre autonomia convocado pela província de Santa Cruz e considerado ilegal pelo governo de La Paz, já deixaram cerca de 20 feridos, informou uma fonte oficial.

"O referendo está marcado pela violência. Registramos 18 feridos em Plan 3.000 (bairro pobre da periferia de Santa Cruz) e outros dois na localidade de Montero", declarou o ministro do Governo, Alfredo Rada, em entrevista coletiva no palácio presidencial.

Uma pessoa em Plan 3.000 teria sido ferida pela explosão de uma dinamite, segundo meios de comunicação locais.

As vítimas estão sendo atendidas em diversos hospitais e estabelecimentos médicos da região, a maioria por ferimentos provocados por pedras e pedaços de pau.

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