Hugo Chávez diz que espera ficar no poder até 2030

Se recuperando de um câncer diagnosticado há três meses, presidente venezuelano diz que quer viver para servir o povo

iG São Paulo |

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reafirmou nesse sábado que está se recuperando do câncer diagnosticado há mais de três meses e disse estar "certo" de que será reeleito nas eleições do próximo ano e nas demais, para continuar no poder até 2030.

AFP
Presidente venezuelano Hugo Chávez faz discurso no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas

"No ano que vem, tenho certeza que vocês vão me reeleger presidente por mais seis anos. E em 2019, quando eu dizia que iria embora, não vou. 2019-2024, 2024-2030, vamos com a ajuda de Deus e da Virgem Maria", declarou o presidente.

"Continuo minha escalada, minha recuperação e eu apenas quero viver, como vou viver com a ajuda de Deus, para servir vocês. É para isso que eu quero viver, para servir ao povo", completou, em um ato com partidários de seu governo no palácio presidencial de Miraflores. Uma emenda constitucional de 2009 permite a reeleição indefinida.

Chávez, 57 anos e no poder desde 1999, foi operado de um tumor cancerígeno em 20 de junho em Havana, onde nos meses seguintes recebeu três ciclos de quimioterapia. No hospital militar de Caracas, submeteu-se a outro ciclo.

O presidente afirma recorrentemente que está se recuperando do câncer e que já está cansado do "posto de retaguarda" ao qual foi confinado para que recebesse tratamento contra a doença. Neste sábado, reiterou que até o fim deste ano voltará paulatinamente a sua rotina.

Síria e Líbia

Hugo Chávez disse estar orando pelo líder deposto da Líbia, Muamar Kadafi, e também enviou uma mensagem de solidariedade ao presidente sírio, Bashar al-Assad, contra a "agressão ianque".

O venezuelano vê a onda de levantes no mundo árabe como uma desestabilização liderada pelo Ocidente e tem sido um aliado forte de Kadafi. "Os líbios estão resistindo à invasão e à agressão. Eu peço a Deus que proteja a vida de nosso irmão Muamar Kadafi. Eles o estão caçando para matá-lo", disse.

"Ninguém sabe onde Kadafi está, acho que ele foi para o deserto... para liderar a resistência. O que mais ele pode fazer?"

Com a aproximação da eleição presidencial na Venezuela em 2012, os opositores de Chávez criticam seu apoio aos homens fortes árabes - e sua amizade pessoal com Kadafi - como um sinal de tendências autoritárias.

Mas ele não se amedrontou e também mostrou apoio ao governo da Síria, que está combatendo protestos de rua que pedem a saída do presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Eu falei ontem com o presidente da Síria, nosso irmão, o presidente Bashar al-Assad", disse Chávez em uma cerimônia televisionada para apresentar eletrodomésticos a baixo custo para os venezuelanos.

"Daqui enviamos nossa solidariedade ao povo sírio, ao presidente Bashar. Eles estão resistindo à agressão imperial, aos ataques do império ianque e de seus aliados europeus".

Com AFP e Reuters

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