Hugo Chávez critica relatório da Interpol

Caracas, 15 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que é vergonhoso que Ronald Noble, secretário-geral da Interpol, defenda a violação territorial e assassinatos, ao comentar o relatório do organismo sobre os computadores que supostamente pertenciam às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"Para ele, é profissional penetrar em um país violando todas as leis e assassinar um grupo de pessoas dormindo", disse Chávez.

O presidente venezuelano qualificou de "show midiático" a apresentação do relatório sobre a análise da Interpol a três computadores que supostamente pertenceram a Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes", número dois das Farc, morto em uma operação de tropas colombianas em território equatoriano em março passado.

Chávez afirmou que o secretário-geral da Interpol "aplaudiu assassinos", ao falar dos elogios de Noble ao ataque colombiano de 1º de março ao acampamento das Farc em território equatoriano.

Além disso, o presidente da Venezuela chamou Noble de "ignorante, palhaço, mafioso e vagabundo" e afirmou que a verificação do conteúdo dos computadores "não foi realizada conforme os princípios reconhecidos internacionalmente".

Para o governante, o relatório é "uma falta de respeito à inteligência das pessoas" e não contém "prova de absolutamente nada". Além disso, afirmou que após a atuação da Interpol no caso, vai avaliar se manterá a Venezuela no organismo.

Chávez disse que a situação lhe obriga submeter novamente sua relação com a Colômbia a uma "profunda revisão".

Por outro lado, se mostrou solidário ao Equador e apoiou a iniciativa de "denunciar judicialmente o Governo colombiano" pelo ataque.

Chávez também disse que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, "anda desesperado" e o acusou de ter ligações com paramilitares e narcotraficantes. EFE rr/plc

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