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Hugo Chávez critica Barack Obama por declaração sobre o Irã

O presidente venezuelano Hugo Chávez caracterizou como derespeitosa uma declaração sobre o Irã feita pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem também pediu para retirar as tropas do Iraque e levantar o bloqueio contra Cuba.

AFP |

"O presidente Mahmud Ahmadinejad mandou uma carta para ele. A resposta não foi boa, foi desrespeitosa, Obama não foi capaz de fugir do clichê e falou parecido com (George W.) Bush. São sinais muito ruins", afirmou Chávez.

No início de novembro, Ahmadinejad enviou uma carta de felicitaçoes a Obama por sua vitóri anas eleições. Em sua primeira coletiva, o sucessor de Bush declarou que "a fabricação de armas nucleares por parte do Irã é inaceitável".

Chávez informou ainda que visitará em breve o Irã para se reunir com Ahmadinejad, sem precisar data ou detalhes da agenda.

"Devo ir o mais breve possível. Tenho uma dívida com o irmão presidente Ahmadinejad", afirmou Chávez.

Chávez também mencionou uma eventura retirada das tropas americanas do Iraque. "Essa será uma prova para saber a que veio Obama (...) Tomara respeitem suas boas intenções, algumas das quais eu soube, como, por exemplo, acabar com a prisão de Guantánamo"..

Pediu ainda que cumpra com a promessa de Washington de desmantelar sua base militar no Equador, que retire os corpos de inteligência da Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, e América Central, e levante o embargo contra Cuba.

Chávez expressou seu desejo de que Obama "se cerca de bons assessores, que honre sua cor, sua origem, e se recorde de onde vem". "Sua esposa é negra. Que lindas filhas ele tem! Que olhe para elas todos os dias e que ouça a batida de seu coração", afirmou.

"Tomara que não matem Obama, mas esse maquinário assassino é capaz de qualquer coisa", arrematou.

A respeito de política nacional, afirmou que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e "os setores populares" avaliarão se em 2009 apresentão uma proposta de emenda constitucional para aprovar a reeleição presidenciais por tempo indefinido.

"É um direito do povo (...) Não vou propor nenhuma outra reforma. A mim restam, a partir de 2 de fevereiro próximo, quatro anos de governo. Se Deus quiser, e a Virgem, e se tiver boa saúde, vou acelrear a marcha desses quatro anos para cumprir com o projeto socialista bolivariano".

Disse, no entanto, que 2009 "seria um bom ano para discutir o tema". "Se o PSUV e os setores populares acharem que sim, será preciso recolher assinaturas e levar a proposta à Assembléia Nacional para o debate, seja pela reforma ou pela emenda, e depois levar a referendo".

A reeleição presidencial indefinida foi rejeitada em 2007 em um referndo sobre a reforma socialista à Constituição, o que constituiu a primeira derrota eleitoral de Chávez desde que assumiu o poder em 1999.

Por fim, Chávez disse que a oposição sofreu uma "nova e grande derrota" nas eleições regionais de domingo, apesar do governo ter perdido em estados importantes e em Caracas.

"Estão superestimando o que ocorreu como uma vitória e isto é loucura. Sofreram uma nova derrota, e foi grande. É claro que em uma batalha deste tipo não se ganha tudo", disse Chávez em entrevista coletiva.

Chávez também criticou alguns dirigentes da oposição que se consideram presidenciáveis: "São projetos pessoais. As lutas entre eles são intensas, porque estão pensando em quem vai me suceder dentro de quatro anos, mas alguns querem que seja antes".

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou no domingo 17 dos 22 Estados em disputa, mas a oposição venceu nos Estados mais habitados e ricos, onde estão 45% da população e 70% da atividade econômica.

afp/cn

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