Hugo Chávez comemora 10 anos no poder com presidentes da Alba

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, celebra nesta segunda-feira 10 anos de poder na Venezuela, acompanhado de vários de seus pares da América Latina, com os quais participará de uma reunião extraordinária da Alternativa Bolivariana para a América (Alba), sem abandonar sua intensa campanha pela aprovação da emenda constitucional da reeleição ilimitada.

AFP |

Ao lado dos presidentes Daniel Ortega (Nicarágua), Evo Morales (Bolívia) e Manuel Zelaya (Honduras), além do primeiro vice-presidente cubano José Ramón Machado e o primeiro-ministro da Repúlica Dominicana, Roosevelt Skerrit, Chávez começou as comemorações com um ato solene no Panteão Nacional, onde estão os restos mortais de Simón Bolívar, herói da independência.

O presidente venezuelano, que tomou posse pela primeira vez no dia 2 de fevereiro de 1999, recebeu de presente uma réplica da espada de Simón Bolívar.

"Esta espada viu Bolívar morrer, e podemos dizer que ela morreu com ele. Depois, foi sepultada nas masmorras, ninguém mais a viu. Há dez anos, um dia como hoje, esta espada voltou à vida, depois de quase 200 anos. Há dez anos, Bolívar, em forma de povo, voltou com sua espada libertadora", declarou Chávez.

O ex-vice-presidente venezuelano José Vicente Rangel, que também foi chanceler e ministro da Defesa de Chávez, discursou no Panteão, enumerando os avanços de seu governo na saúde, na educação e na redução da pobreza.

"Antes do governo de Chávez, apenas uma minoria desfrutava da condição cidadã. Hoje, todos desfrutam desta condição", afirmou Rangel.

No décimo aniversário de sua chegada ao poder, o presidente venezuelano se reunirá com os governantes estrangeiros no palácio de Miraflores, em Caracas, para a reunião extraordinária da Alba, criada em parceria com Cuba, em 2004, para se contrapor à área de livre comércio dos Estados Unidos (Alca).

O presidente do Equador, Rafael Correa - cujo país ainda não é membro pleno da Alba, mas participa dos encontros - também deve se unir a eles.

Na tarde desta segunda-feira, Chávez e os demais presidentes - seus principais aliados na região - assistirão ainda a um ato popular, que deve acontecer do lado de fora do maior forte militar de Caracas, para festejar os dez anos de Chávez no poder. O 2 de fevereiro foi declarado feriado, para que os venezuelanos pudessem participar da manifestação de apoio ao governo.

Em meio às comemorações, o governo Chávez conta os dias para um importante referendo popular, no qual os venezuelanos decidirão se aprovam ou não uma emenda constitucional para permitir a reeleição ilimitada para todos os cargos eletivos do país - inclusive o de presidente.

Chávez, que propõe o chamado "socialismo do século XXI", argumenta ser necessário permanecer na presidência pelo menos até 2019, para "consolidar os avanços da revolução".

Depois de sua primeira vitória nas urnas, em 1999, Chávez foi reeleito em 2006 para mais um mandato de sete anos, mas a atual Constituição não permite que ele se candidate mais uma vez.

nn/ap

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