HRW ressalta importância da detenção de Karadzic

Nova York, 22 jul (EFE).- A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) ressaltou hoje a importância da detenção na Sérvia do antigo líder dos sérvios da Bósnia, Radovan Karadzic, e pediu à União Européia (UE) que pressione para que seja detido também o ex-líder militar servo-bósnio Ratko Mladic.

EFE |

Em comunicado, a HRW diz que a detenção de Karadzic "é um marco contra a impunidade pelos horrendos crimes cometidos nos Bálcãs".

Karadzic, detido ontem pelas autoridades da Sérvia é acusado de genocídio, crimes contra a humanidade e de guerra.

Isso inclui o massacre, por parte de tropas servo-bósnias, de mais de oito mil homens e crianças bósnios após a queda de Srebrenica em julho de 1995, durante a guerra da antiga Iugoslávia (1992-1995).

Apesar da gravidade desses delitos, o ex-líder dos sérvios da Bósnia "ficou em liberdade durante 13 anos após haver sido acusado", lembrou a HRW.

"Radovan Karadzic personificou durante mais de uma década a impunidade, mas fracassou em seus esforços de fugir da Justiça", afirmou Richard Dicker, diretor do programa de Justiça da HRW, Para ele, a detenção de Karadzic "oferece esperança às vítimas de crimes tão horríveis".

"Damos as boas-vindas a esta esperada detenção e esperamos que tenha um julgamento justo em Haia", ressaltou.

O Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), com sede na capital holandesa, acusou duas vezes Karadzic dos delitos citados.

A detenção de Karadzic acontece no momento em que os países da UE se preparam para ratificar o acordo de associação alcançado com a Sérvia.

Os 27 países-membros pressionaram Belgrado para que, antes que se complete o processo de ratificação desse acordo, intensifique sua cooperação com o TPII.

A UE incluiu em seu pedido a Belgrado que coopere plenamente com a detenção e rendição dos criminosos de guerra ainda foragidos.

Nesse sentido, a HRW ressaltou que os 27 países-membros deveriam manter a pressão sobre as autoridades sérvias para que colaborem na detenção do líder militar servo-bósnio Ratko Mladic, outro conhecido e acusado criminoso de guerra e genocida durante a guerra dos Bálcãs, após o desmembramento da antiga Iugoslávia.

"O anterior Governo sérvio dizia que não tinha informação sobre a presença de Mladic na Sérvia, embora a Promotoria do Tribunal e a imprensa independente sérvia tenham assinalado que ele estava nesse país sob proteção de uma parte do Exército e fora do alcance das autoridades civis", lembrou a ONG. EFE emm/rr

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