HRW quer que Bush pressione presidente filipina sobre mortes políticas

Manila, 23 jun (EFE).- A organização Human Rights Watch (HRW) pediu hoje aos Estados Unidos que pressione as Filipinas para que admita o envolvimento das forças de segurança do país na onda de assassinatos extrajudiciais e processe imediatamente os culpados.

EFE |

A HRW pediu ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que encontrou hoje em Washington a chefe de Estado filipina, Gloria Macapagal Arroyo, que critique a falta de ação do Governo filipino neste assunto.

"É triste que o número de comissões e grupos de trabalho estabelecidos para investigar a violência seja maior que o número de militares condenados pela mesma", assegurou em comunicado Sophie Richardson, uma porta-voz do grupo de defesa dos direitos humanos.

Os assassinatos políticos continuarão enquanto os culpados não forem punidos, acrescentou.

O número de casos se reduziu de forma notável nos últimos meses, mas só sete pessoas foram condenadas por estes crimes, e entre elas não há qualquer integrante das forças de segurança.

O relator especial do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, Philip Alston, exigiu há um ano das autoridades uma "mudança de atitude" e que a gravidade da onda de violência fosse reconhecida.

A HRW afirma que policiais e militares filipinos travam uma "guerra suja" contra a oposição de esquerda, como parte de uma estratégia premeditada dentro da luta contra a guerrilha comunista do Novo Exército do Povo.

A organização identifica como membros da guerrilha a qualquer militante progressista, sindicalista ou defensor da reforma agrária.

EFE csm/db

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