HRW pede que EUA se some ao tratado mundial contra minas antipessoais

Washington, 27 fev (EFE).- Os Estados Unidos devem se somar ao resto de seus aliados no tratado internacional de 1999 que proíbe o uso de minas antipessoais, disse hoje o grupo humanitário Human Rights Watch (HRW).

EFE |

"Os Estados Unidos deveriam deixar de ser a exceção e se somarem a seus aliados na proibição das minas antipessoais", recomendou o grupo humanitário em comunicado.

Salvo os EUA, todos os países-membros da Otan assinaram o Tratado de Proibição de Minas Antipessoais, que entrou em vigor em 1º de março de 1999, lembrou a HRW.

Só EUA, Rússia, China, Cuba e outros 37 Estados não se somaram a esse esforço internacional.

Segundo Steve Goose, diretor da divisão sobre minas da HRW, a adição dos EUA ao acordo internacional "reforçaria o declarado compromisso do presidente Barack Obama em relação ao direito humanitário internacional, a proteção de civis, o controle de armas, o desarmamento, e o multilateralismo".

O comunicado lembrou que os EUA não usam minas antipessoais desde a primeira guerra no Golfo em 1991, não as exporta desde 1992 e também não as produz desde 1997.

No entanto, ainda tem armazenadas mais de 10,4 milhões minas antipessoais "para um uso potencial no futuro", lamentou o grupo.

Em 1997, o então Governo Clinton fixou o objetivo de se somar ao acordo internacional em 2006, mas o Governo do então presidente George W. Bush mudou de ideia em fevereiro de 2004 e anunciou que os Estados Unidos não assinariam o acordo.

O tratado, iniciado 15 meses após sua negociação e que foi ratificado por 156 países, proíbe categoricamente todas as minas antipessoais, exige a destruição de armas armazenadas em um prazo de quatro anos e a limpeza de áreas com minas em um prazo de dez anos.

Também pede ao estabelecimento de programas integrais para ajudar as vítimas das minas antipessoais.

Segundo a HRW, o uso desses artefatos explosivos praticamente desapareceu, com a exceção do Governo "pária" de Mianmar (antiga Birmânia) e de alguns grupos rebeldes que semearam um número "significativo" dessas minas. EFE mp/ma

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG