HRW pede investigação imparcial sobre distúrbios no Peru

Lima, 10 jun (EFE).- A organização pró-direitos humanos Human Rights Watch (HRW) pediu hoje à Procuradoria peruana uma investigação exaustiva e imparcial que permita identificar e julgar os que cometeram crimes nos violentos distúrbios de sexta-feira passada, que deixaram pelo menos 33 mortos.

EFE |

Em sua carta, entregue hoje à imprensa, a HRW considerou que "o número de mortos civis continua incerto", pois o Governo peruano sustenta que são apenas nove - frente aos 24 policiais falecidos -, enquanto as organizações indígenas afirmam que há "dezenas" de cadáveres, muitos deles ainda desaparecidos.

A fim de esclarecer definitivamente os números, a HRW pediu à Procuradoria para que faça o necessário com o objetivo de que a Polícia "não aproveite o acesso que têm a algumas zonas durante o toque de recolher para esconder ou destruir provas".

Da mesma forma, a entidade sugeriu a elaboração de uma lista dos civis que participaram dos distúrbios da sexta-feira e que ainda estejam desaparecidos e pediu a garantia de que as testemunhas tenham "a proteção necessária para depor em um ambiente seguro".

A Anistia Internacional (AI), por sua vez, declarou em outro comunicado a situação irregular dos detidos pelos distúrbios, que, segundo a Defensoria Pública, são 79.

"Não está claro que tipo de tratamento estão recebendo, de quais acusações são alvo e se têm acesso a assistência médica ou jurídica", diz o texto.

Entre outras reivindicações, a AI pede para que seus simpatizantes enviem cartas ao presidente peruano, Alan García, para expressar "sua profunda preocupação pelos relatórios sobre graves violações dos direitos humanos".

Os indígenas peruanos começaram as manifestações no início de abril em protesto a uma série de leis aprovadas pelo Governo e que, em sua opinião, permitem a exploração de petróleo e gás em suas terras. EFE fjo/bba

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