HRW parabeniza Exército colombiano por resgate sem mortes

Nova York, 2 jul (EFE).- O Exército colombiano deveria ser parabenizado pela missão que, sem desrespeitar a lei humanitária internacional, resgatou 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), entre eles há franco-colombiana Ingrid Betancourt, disse hoje a ONG de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

EFE |

Além da ex-candidata à Presidência colombiana, foram soltos três americanos e 11 policiais e militares que estavam em poder das Farc há vários anos.

"À luz das informações de que não houve perdas civis (no resgate), as forças de segurança colombianas deveriam ser parabenizadas por uma missão eficaz que respeitou a lei humanitária internacional", disse a HRW em um comunicado à imprensa.

A ONG, no entanto, se disse preocupada com as vidas e o bem-estar de "centenas de pessoas que as Farc continuam mantendo como reféns para trocar por dinheiro ou por benefício político".

"As Farc continuam seqüestrando de forma sistemática, o que constitui um crime contra a humanidade que deveria ser condenado universalmente", disse o diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco.

O ativista pediu a imediata libertação de todos os reféns e que as Farc "deixem de infligir tanta dor a eles e a seus entes queridos".

Por sua vez, o presidente da Human Rights Foundation (HRF), Thor Halvorssen, comemorou a libertação e acusou as Farc de serem "responsáveis por inúmeros crimes de guerra e contra a humanidade".

Halvorssen responsabilizou as "Farc, as forças paramilitares e o Governo da Colômbia" pelo "sofrimento indescritível da população civil colombiana" nas várias décadas de conflito no país.

Por essa razão, pediu a todas as partes que "abram negociações" para pôr fim ao atual conflito e apelou à cúpula das Farc para que "aceite a oferta que foi feita hoje pelo Governo da Colômbia".

Halvorssen lembrou que as "Farc seqüestram civis em troca de resgates ou benefícios políticos" e "os utilizam como escudos humanos".

"Os libertados hoje foram mantidos em cativeiro como animais durante anos", acrescentou. EFE emm/sc

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