HRW diz que Tibete pode voltar a ser palco de violência

Pequim, 26 fev (EFE).- O Tibete pode voltar a ser palco de protestos e violência caso o Governo chinês não diminua suas restrições e permita o acesso de observadores estrangeiros à região, alertou hoje a entidade Human Rights Watch (HRW).

EFE |

"Recorrer no fechamento do Tibete não é apenas uma constatação sobre a situação da segurança na região, mas também uma admissão do fracasso do Governo chinês de solucionar protestos chave", declarou a diretora da HRW na Ásia, Sophie Richardson, através de um comunicado.

A advertência acontece às vésperas de algumas datas delicadas para Pequim, como os 50 anos do protesto tibetano contra o regime chinês - 10 de março - e o primeiro ano das revoltas de 14 de março - as piores em duas décadas e com um número de mortos ainda não fechado.

A organização menciona, através de suas fontes na região, o fechamento de monastérios, restrições de movimentos aos moradores e detenções em massa.

As autoridades chinesas implementaram novas medidas desde janeiro, acrescenta a HRW, que exige o registro em Lhasa, capital tibetana, de qualquer visitante temporário, o que confere "um poder discricionário à Polícia para realizar detenções arbitrárias e expulsões".

Menciona também detenções maciças que requererão o uso de quartéis temporários ao leste de Lhasa, na localidade de Tshal Gungthang, algo que a HRW diz ter verificado por meio de imagens de satélites.

A ONG reitera que a proibição de acesso ao Tibete para correspondentes e outros estrangeiros imposta desde os protestos de 14 de março aumentou nas últimas semanas. EFE mz/fal

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