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HRW diz que expulsões mostram intolerância do governo Chávez

SÃO PAULO - A ONG pró-direitos humanos Human Rights Watch advertiu nesta sexta-feira que a expulsão de dois de seus diretores da Venezuela ressalta a crescente intolerância do governo do presidente Hugo Chávez a críticas, e também que as liberdades civis no país estão ameaçadas.

EFE |

"A expulsão da equipe da Human Rights Watch deixa ainda mais claro que a Venezuela está seguindo o caminho da intolerância", disse Kenneth Roth, diretor-executivo da organização, em comunicado feito em São Paulo, onde chegaram hoje os dois expulsos .

O diretor para o continente americano da HRW, José Miguel Vivanco, e o subdiretor Daniel Wilkinson foram expulsos ontem à noite pelo governo venezuelano, que alegou que ambos "violentaram a Constituição e as leis" do país caribenho, ao apresentar um relatório crítico sobre os dez anos de gestão de Chávez.

"Chávez simplesmente reforçou uma mensagem: as liberdades civis na Venezuela correm perigo", acrescentou Roth no comunicado.


Vivanco foi expulso por Hugo Chávez / AP

O relatório de 267 páginas, intitulado "Uma Década de Chávez: Intolerância Política e Oportunidades Perdidas para o Progresso dos Direitos Humanos na Venezuela", analisa o impacto da atual presidência nos tribunais, nos meios de comunicação, nos sindicatos e na sociedade civil.

Vivanco e Wilkinson apresentaram o relatório em Caracas e horas depois as autoridades venezuelanas os expulsaram do país, sob acusação também de envolvimento "ilegal em assuntos internos".

Os dois embarcaram em um vôo da Varig que saía na ocasião de Caracas e aterrissou hoje em São Paulo, de onde devem partir hoje à noite rumo aos EUA.

Vivanco afirmou ainda que com sua expulsão, o Governo da Venezuela tenta "intimidar" a sociedade civil e pediu mais atenção à situação interna do país.

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