HRW denuncia processo para proibir seita muçulmana na Indonésia

Jacarta - A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje o processo iniciado pelo Governo da Indonésia para proibir a seita minoritária muçulmana Ahmadiyya.

EFE |

A HRW assinalou em comunicado que o Executivo "não deve se alinhar com os extremistas nem fomentar a violência contra este grupo religioso", e pediu ao presidente Susilo Bambang Yudhoyono que garanta o direito de todas as minorias religiosas de praticar sua fé livremente.

Está previsto que nos próximos dias os ministérios de Assuntos Religiosos e de Interior terminem, junto com a Procuradoria Geral do Estado, a redação do decreto de proibição da seita, que conta com cerca de 200 mil fiéis no país. O documento deverá ser ratificado por Yudhoyono posteriormente.

O processo conta com o apoio de vários grupos e associações islâmicas da Indonésia, como o poderoso Conselho de Ulemás, que já denunciou a seita em 2005, mas é criticado por várias ONGs internacionais.

Fundada em 1889 por Mirza Ghulam Ahmad, a Ahmadiyya possui várias linhas similares às das outras correntes islâmicas, mas difere em alguns pensamentos dos outros muçulmanos.

Para evitar a proibição, a imprensa local publicou recentemente que a Ahmadiyya poderia estar planejando sua refundação, não como uma seita do Islã, mas como uma nova religião, o que acalmaria os radicais e lhe permitiria se manter na legalidade.

No dia 16 de abril, o grupo de trabalho do Governo da Indonésia, a maior nação muçulmana do mundo, com 200 milhões de fiéis, recomendou a proibição da Ahmadiyya.

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