HRW denuncia detenção de 2.400 menores iraquianos pelo Exército dos EUA

Bagdá, 21 mai (EFE).- O Exército dos Estados Unidos deteve cerca de 2.

EFE |

400 menores iraquianos desde o início da Guerra do Iraque em março de 2003, dos quais 513 são mantidos sob sua custódia por representar "uma ameaça para a segurança", denunciou hoje a ONG Human Rights Watch (HRW).

A HRW expressou em comunicado sua preocupação com a situação desses menores, a maior parte sem direito a assistência legal ou a educação, que podem ser submetidos a interrogatórios durante dias ou semanas.

A maioria deles está no centro americano de detenção de "Camp Cropper", em Bagdá, onde se encontram separados dos adultos, mas não recebem tratamento personalizado de acordo com sua idade e circunstâncias, explicaram fontes militares à HRW.

O tempo médio de detenção das crianças antes de ser entregues às autoridades iraquianas para que sejam julgadas é de 130 dias, mas este período pode se prolongar para mais de um ano, acrescenta o relatório.

Durante este intervalo, os menores têm pouco contato com suas famílias e não recebem educação, assinala a HRW.

Além disso, quando passam para as mãos das autoridades iraquianas correm o risco de sofrer maus-tratos e de permanecer detidos em condições péssimas, segundo a HRW e os dados da Missão de Assistência da ONU no Iraque (Unami).

Por isso, a HRW exige ao Exército dos EUA que não entregue os menores às autoridades locais.

Além disso, a ONG pede que eles tenham acesso à assistência legal independente, a visitas familiares regulares, ao direito à educação e ao lazer, e que suas necessidades sejam atendidas conforme sua idade. EFE am/mh

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