Os ataques em Mumbai deixaram 125 mortos até agora." / Os ataques em Mumbai deixaram 125 mortos até agora." /

Hotel Oberoi/Trident de Mumbai está sob controle do exército indiano

O chefe da guarda de segurança nacional indiana disse nesta sexta-feira que o Hotel Oberoi/Trident atacado em Mumbai na quarta-feira por islamitas já está sob controle. http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2008/11/27/policia_busca_militantes_em_hoteis_e_centro_judaico_de_mumbai_3095379.html target=_topOs ataques em Mumbai deixaram 125 mortos até agora.

Redação com agências internacionais |

"Estamos revistando de quarto em quarto", informou J.K. Dutt à imprensa, dizendo que dois islamitas foram mortos nos enfrentamentos.

Durante a ação, pelo menos 93 pessoas , em sua maioria estrangeiros, foram libertadas, mais de 36 horas depois que o hotel foi atacado por extremistas islamitas, informou a polícia, adicionando que 24 corpos foram encontrados no local.


Policias cercavam o Hotel Oberoi/Trident antes de resgatar os reféns / AP

Os hóspedes, entre os quais um bebê, saíram do hotel depois da intervenção da polícia e do exército. Uma vez libertados, foram levados para hospitais em microônibus da polícia.

Um dos libertados, Muneer Al Mahaj, declarou à imprensa: "Estou com fome e com sede. Quero comer primeiro. Não como há 36 horas. Sobrevivi com biscoitos até que acabaram. Desde ontem não bebo nada".

O vice-presidente do grupo hoteleiro Oberoi, S.S. Mukherji, afirmou que havia 200 pessoas presas no hotel.

Os militares indianos também estão tentando retomar o controle sobre o centro judaico, onde homens armados estariam mantendo um rabino e sua família como reféns.

Segundo oficiais, sete reféns já teriam sido libertados do local.

Ataques

A Marinha indiana também estaria realizando buscas em navios da costa oeste do país devido à suspeita de que os autores dos ataques chegaram a Mumbai por barco.

Os homens armados lançaram ataques em pelo menos sete locais diferentes da cidade indiana no final da noite de quarta-feira (horário local), matando pelo menos 120 pessoas e deixando cerca de 300 feridos.

Usando armas automáticas e granadas, os extremistas atacaram, além dos hotéis e do centro judaico, a principal estação ferroviária da cidade, um hospital e um restaurante freqüentado por turistas.

Militantes islâmicos

A polícia disse que seis estrangeiros morreram nos ataques em Mumbai, além de cinco extremistas. Nove suspeitos de envolvimento nos ataques teriam sido presos.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, entre os mortos está um cidadão britânico. Informações dão conta de que, entre os estrangeiros mortos nos ataques, estariam também um alemão, um japonês e um italiano.


Turistas tailandeses são libertados de hotel em Mumbai / AP

Não há informações sobre a presença de brasileiros entre as vítimas ou entre as pessoas mantidas reféns nos hotéis, segundo o vice-cônsul do Brasil em Mumbai, Chateaubriand Chapot Neto.

"Há 40 brasileiros cadastrados aqui, e uma população flutuante de cerca 50, entre turistas e estudantes", disse o vice-cônsul à BBC Brasil. "Estamos aguardando informações."

Além do Brasil, vários governos estrangeiros lamentaram os ataques e manifestaram disposição em ajudar o governo indiano.

Relatos de testemunhas sugerem que os homens armados estavam buscando hóspedes dos hotéis com passaportes britânico ou americano.

Nos últimos meses, diversas cidades indianas foram alvo de ataques a bomba que deixaram dezenas de mortos. A polícia relacionou a maioria dos ataques a militantes islâmicos. Extremistas hindus também foram presos.

Paquistão

O ministro de Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, afirmou nesta sexta-feira que " elementos paquistaneses " estão por trás dos ataques terroristas realizados em Mumbai, que deixaram mais de 125 mortos e 387 feridos.

"Segundo informação preliminar, alguns elementos do Paquistão são responsáveis pelos ataques terroristas de Mumbai", declarou o ministro à imprensa. "Não teremos informações definitivas até a investigação ser completada", acrescentou.

O governo indiano deve discutir o assunto com o Paquistão esta tarde, durante uma conversa entre Manmohan Singh e o presidente do Paquistão, Asif Alí Zardari, informou a agência indiana "PTI".

"Não podemos publicar neste momento as provas das quais dispomos", assegurou Mukherjee.

Em julho de 2006, Mumbai foi alvo de uma série de ataques coordenados que deixou quase 190 mortos e mais de 700 feridos.

Na ocasião, a polícia indiana acusou a agência de inteligência do Paquistão de estar por trás do planejamento dos ataques de 2006, executados por militantes islâmicos. O Paquistão negou as alegações.

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