Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

Hotéis do Chile estão vazios depois do terremoto

O terremoto que atingiu o Chile no último dia 26 de fevereiro - um dos piores do mundo - gerou mudanças na atenção dos chilenos em relação à segurança nos hotéis e serviços de Santiago. A senhora prefere um quarto num andar alto ou baixo? Eu lhe recomendaria um baixo. Mas se a senhora prefere mais alto, vou te colocar perto da saída de emergência, disse Melisa, recepcionista de um hotel do bairro nobre de Vitacura.

BBC Brasil |

 

A saída de emergência, explicou, é importante caso ocorram novos tremores secundários depois do sismo de 8,8 graus de magnitude. "Assim é mais fácil deixar o prédio", ensinou.

Tanto Melisa como o diretor de uma rede hoteleira internacional instalada no centro de Santiago fizeram questão de destacar, porém, que a estrutura dos edifícios não foi abalada pelo terremoto e que engenheiros e arquitetos já estiveram nos locais e confirmaram que as construções não foram afetadas.

"Só tem aquela casquinha ali de pintura que já mandamos consertar e as portas dos andares mais altos que ficaram emperradas ou retorcidas, pelos tremores. O resto está tudo normal", disse Melisa.

Mas vários hospedes estrangeiros, contou ela, cancelaram a reserva e o hotel está praticamente vazio. É visível que o edificio novo de oito andares tem poucos hospedes.

É igualmente notório que algumas portas dos quartos deste hotel, em Vitacura, tiveram que ser arrombadas com martelos para que os que estavam lá dentro pudessem sair após o desastre.

Já o diretor da rede hoteleira observou que por ser um prédio construído logo após o terremoto de 1985, o hotel que dirige tem estruturas sólidas e preparadas para os sismos e que o prédio teve um único problema, um pedaço do carpete que descolou de um dos andares do edifício.

Ali também muitos quartos estão vazios. "O terremoto afetou o turismo", disse ele.

Na capital chilena, uma semana depois do desastre, o terremoto é o principal assunto no país e está presente, de alguma forma, em todos os lados.

Nos sinais de trânsito, jovens pedem dinheiro para alguma das várias campanhas pelas vítimas da tragédia. Nas igrejas e supermercados foram colocadas caixas com o mesmo objetivo, a arrecadação de ajuda para as vítimas, principalmente dos tsunamis que afetaram as regiões de Maule e Biobio.

Em Santiago, algumas vitrines de Vitacura ostentam a frase: '80% de desconto pelo terremoto'.

Nos últimos dias, os principais pontos turísticos foram interditados pela defesa civil local.

Entre eles estão o Cerro Santa Lucía, onde foi fundada a cidade de Santiago, em 1541.

O passeio por diferentes vinícolas também foi suspenso. Muitas delas sofreram com os abalos do terremoto e as visitas estão fora da programação do turismo nestes dias pós-desastre.

 

 

Leia também:

 

Leia mais sobre terremoto

Leia tudo sobre: terremoto no chile

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG