Hospital confirma que filha mais velha de Elisabeth Fritzl deixou o coma

Viena, 10 jun (EFE).- Kerstin, a filha mais velha que a austríaca Elisabeth Fritzl teve com seu pai, saiu do coma induzido e deixou a Unidade de Terapia Intensiva, mas ainda inspira cuidados médicos, confirmou hoje um porta-voz do hospital de Amstetten, a oeste de Viena.

EFE |

"A paciente continua precisando intensivamente de cuidados e atendimento médico e terapêutico", explicou à Agência Efe o porta-voz da clínica, Klaus Schwertner.

Segundo Schwertner, mais detalhes sobre Kerstin serão revelados em uma entrevista coletiva que será concedida amanhã, mas não confirmou nem negou se a jovem já se reuniu com o resto da família.

Kerstin, segundo informações da rádio pública austríaca "ORF", já estaria na clínica psiquiátrica de Amstetten, onde os especialistas atendem os cinco irmãos de Kerstin, assim como a mãe Elisabeth e a avó Rosemarie.

A internação de Kerstin, de 19 anos, no hospital de Amstetten em 19 de abril por causa de uma estranha e grave doença, revelou o caso mais assombroso de seqüestro e abusos sexuais da história da Áustria.

Kerstin não saía do porão onde era mantida desde seu nascimento, em 1989, enquanto sua mãe, com quem dividia o cativeiro juntamente com os cinco irmãos, tinha passado os últimos 24 anos trancada por seu seqüestrador, o próprio pai.

A jovem foi submetida à coma induzido para que seus sinais vitais fossem estabilizados depois de correr risco de morrer por causa de uma doença sem diagnóstico preciso.

O pai e seqüestrador, Josef Fritzl, detido em um centro penitenciário de Sankt Pölten, capital do estado da Baixa Áustria, continua em prisão preventiva, ampliada na última sexta.

Fritzl, de 73 anos e aposentado, foi detido em 26 de abril acusado de ter mantido sua filha no cativeiro subterrâneo construído no porão de sua casa e por ter abusado dela várias vezes.

Dos abusos sexuais nasceram sete filhos, mas um morreu em 1996 pouco após o nascimento.

Três deles foram adotados oficialmente por Josef e sua mulher, Rosemarie, após o seqüestrador simular que Elisabeth tinha fugido de casa para morar com uma seita desconhecida e abandonou três de seus filhos.

Os outros três filhos de Elisabeth, inclusive Kerstin, nasceram e viveram sempre abaixo do solo, sem ver a luz do sol por muito tempo.

EFE ll/wr/fal

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