Hospitais no Haiti não têm nem gaze, diz MSF

Genebra, 20 jan (EFE).- A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou hoje sobre a carência de material médico essencial nos hospitais do Haiti, com alguns centros de atendimento nos quais faltam inclusive gaze e gesso.

EFE |

A chegada de equipamento médico foi dificultada por problemas nas vias de entrada de mercadorias, explicou.

A MSF também afirmou que, em alguns centros de saúde, é impossível encontrar anestésicos e qualificou de "pesadelo" conseguir os materiais médicos mais básicos.

Por isso, a organização humanitária ressaltou a "urgente necessidade" de remédios para o tratamento cirúrgico, além de equipamento médico, como, por exemplo, máquinas de diálise.

Segundo a coordenadora da MSF no hospital de Choscal (no bairro de Cité Soleil), Loris De Filippi, as pessoas se amontoam nas portas das salas de cirurgia reivindicando atendimento toda vez que veem os médicos entrarem para uma operação.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE rcb/an

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