Hospitais italianos se negam a fazer eutanásia autorizada por Corte Suprema

Roma, 10 dez (EFE).- Giuseppe Englaro, pai de Eluana, uma italiana que vive em estado vegetativo há quase 17 anos à qual a Corte Suprema autorizou suprimir a alimentação assistida que a mantém viva, não encontra um hospital que se ofereça a desligar a sonda e completar assim com a sentença.

EFE |

Assim explica hoje o jornal "Corriere della Sera", informando que um mês após a sentença, Englaro ainda procura uma clínica privada ou pública que desligue a sonda que mantém viva a sua filha, como pedira à Justiça em uma batalha que durou dez anos.

Segundo o jornal, Roberto Formigoni presidente da região da Lombardia, no norte do país, "vetou" os centros médicos de acolher Eluana, de 38 anos, que ainda permanece na clínica Talamoni em Lecco, perto de Milão.

Giuseppe também não se poderá cumprir seu de que a filha morra em Udine, terra natal da família, para poder enterrá-la junto a seu avô paterno.

O presidente do Colégio de Médicos de Udine, Luigi Conte, já declarou ter recebido muitas ligações de colegas dizendo que se negariam a interromper a alimentação e a hidratação a Eluana.

Segundo disse a advogada da família Englaro, Franca Alessio, ao "Corriere della Sera", "há muita gente que se intrometeu para evitar que cumpra uma sentença da Corte Suprema e que Eluana e sua família descansem em paz".

Eluana Englaro está em estado vegetativo irreversível desde que teve um acidente de trânsito em 1992. Seu pai começou uma longa batalha judicial até que em 13 de novembro a Corte Suprema italiana confirmou a decisão da Audiência Provincial de Milão que meses antes autorizara a retirada da sonda. EFE ccg/jp

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