Hospitais de Tóquio não dariam vazão a grandes terremotos

Tóquio, 16 jan (EFE).- Onze hospitais do leste de Tóquio carecem de capacidade para enfrentar a grande quantidade de feridos graves que podem causar terremotos superiores a 7,3 graus na escala Richter que venham a ocorrer no norte da baía da capital japonesa.

EFE |

Trata-se de dados recolhidos em um relatório elaborado por especialistas na realização de planos de prevenção para circunstâncias extraordinárias, divulgado hoje pela agência local "Kyodo".

Esses 11 hospitais estão entre os 50 administrados pela Prefeitura de Tóquio cuja função, em um episódio com numerosas vítimas, seria de atuar como centro de atendimento primário.

A situação extrema se daria, segundo esses analistas, o terremoto se originasse a uma profundidade entre 30 e 50 quilômetros causando tremores na parte leste de Tóquio, especificamente na província de Chiba.

No pior dos casos, segundo o relatório, até 10 mil pessoas poderiam morrer e outras 200 mil ficarem feridas.

O arquipélago japonês fica sobre uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo.

O terremoto que causou os danos mais graves nos últimos anos aconteceu em Kobe, no oeste do país, em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter, matando mais de 6 mil pessoas.

Após esse terremoto foram criados estes hospitais especializados em atender as conseqüências de um desastre natural.

O Japão faz, a cada ano, o dia da "Prevenção de Desastres" em lembrança do Grande Terremoto de Kanto, que causou a morte ou o desaparecimento de mais de 140 mil pessoas, em 1923, e organiza nessa ocasião uma simulação em grande escala. EFE clb/jp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG