Horror e desespero no Hotel Marriott de Islamabad

As ruas em torno do Hotel Marriott de Islamabad ficaram cobertas de corpos neste sábado, enquanto pessoas mutiladas andavam sem rumo, após a explosão de um caminhão-bomba que deixou ao menos 60 mortos e mais de 200 feridos na capital do Paquistão.

AFP |

Um fotógrafo da AFP chegou ao local minutos após o ataque suicida e viu o hotel em chamas, com muitas pessoas gritando por socorro e alguns pulando das janelas do prédio para escapar do fogo.

Os restaurantes do hotel cinco estrelas estavam repletos de famílias muçulmanas que quebravam o jejum diário do Ramadã.

"Foi como se o prédio caísse. O teto da cozinha desabou com um grande estrondo", revelou um cozinheiro, sentado entre os escombros e com a roupa manchada de sangue.

"Havia muita gente trabalhando na cozinha e muitos clientes nos restaurantes, não sei o que aconteceu com todos".

Um polonês sem camisa vagava a procura de cinco pessoas que estavam com ele no momento da explosão.

O pessoal do hotel improvisou um local no estacionamento para prestar os primeiros socorros, enquanto as forças especiais da polícia isolavam a região.

Segundo a polícia, a explosão do caminhão-bomba na entrada do hotel deixou ao menos 60 mortos e mais de 200 feridos.

Mohammad Jamil, que passava pela zona, explicou que o caminhão subiu como uma bola de fogo e que a força da explosão o jogou no chão.

"Durante alguns segundos perdi a noção do que tinha acontecido. Depois lembrei do barulho tremendo e de como a explosão me jogou no chão".

Uma grossa coluna de fumaça saía do prédio do hotel, situado no centro da cidade, e o cheiro de plástico e borracha queimados era forte.

A onda expansiva quebrou vidraças de casas situadas a centenas de metros do hotel.

Os bombeiros lutavam para apagar as enormes labaredas que saíam da fachada do hotel, enquanto as ambulâncias chegavam para socorrer os feridos.

"Saiam daqui, o prédio pode cair a qualquer momento!" - gritava um policial para as pessoas reunidas diante do hotel.

O proprietário do hotel, Sadruddin Hashwani, prostrado diante do prédio disse: "Alá me deu tudo isto e não me importa a perda material, o que me causa angústia é a perda de vidas inocentes. A maioria dos que estavam aqui tratavam de ganhar a vida".

mmg/LR

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