Hong Kong vai às urnas para renovar seu Parlamento

Hong Kong - Cerca de 3,37 milhões de hongkoneses estão convocados para votar na jornada deste domingo para escolher seus representantes no Conselho Legislativo (Legco, Parlamento local), eleições cruciais para os partidos do campo pró-democrático.

EFE |

Acordo Ortográfico No entanto, a maioria do eleitorado local não decidirá mais do que 30 das 60 cadeiras de sua câmara baixa.

Isto se deve a que nas denominadas "circunscrições funcionais" (às quais correspondem outras 30 cadeiras), 14 representantes obtêm seu posto sem oposição enquanto outras 16 cadeiras são disputadas por 45 candidatos, que serão votados por 229.861 eleitores, sendo estes últimos representantes de diversos setores socioeconômicos de Hong Kong.

Este número de eleitores de circunscrições funcionais (em contraposição aos 3,37 milhões das geográficas) é ligeiramente superior à de 2004, na qual participaram 199.539 residentes permanentes.

Os 532 colégios eleitorais abriram suas portas às 7h30 da manhã, e assim as manterão até as 22h30 da noite (horas locais), no entanto, diversos analistas locais não esperam que a participação supere 53%, uma percentagem inferior a de 2004, quando alcançou 55,63%.

Stephen Lam, secretário de Assuntos Constitucionais e com a China, ressaltou que a jornada de hoje será importante para a sucessão democrática da região administrativa especial chinesa, já que nos próximos quatro anos "serão tratadas as propostas de reforma constitucional para 2012 quanto a métodos eleitorais para escolher o chefe executivo e o conselho legislativo nesse ano".

Em 2012 confluirão as eleições parlamentares (cada 4 anos) e a para chefe do Executivo (cada 5).

Atualmente só a metade do Legco é eleito por sufrágio universal e o cargo máximo político do território, o chefe executivo (atualmente na pessoa de Donald Tsang), o é por um eleitorado de cerca de 800 delegados.

Os partidos pró-democráticos (campo no qual confluem o Partido Cívico, o Partido Democrático e vários mais) enfrentam os pró-sistema, como se denominou aos afins ao Governo central chinês (Aliança Democrática para a Melhora e Progresso de Hong Kong, entre outros).

A campanha no entanto esteve menos politizada que a de 2004 e não surgiram, como então (e em 2000), escândalos de corrupção e sexo.

O objetivo dos democratas é o de obter um mínimo de 21 cadeiras (entre circunscrições funcionais e geográficas) para manter um poder decisório na reforma constitucional. Até a dissolução do Parlamento para a presente disputa mantiveram 25 assentos.

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