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Honduras foi palco nesta quinta-feira de diversas manifestações, contra e a favor do presidente deposto, Manuel Zelaya, o que reflete a divisão que tomou conta do país.

Em San Pedro Sula, ao menos 25 mil pessoas manifestaram seu apoio ao presidente interino, Roberto Micheletti, nomeado pelo Congresso para substituir Zelaya, deposto por um golpe militar após forçar a realização de um plebiscito sobre a reforma da Constituição.

Os manifestantes vestiam camisas brancas e exibiam cartazes contra o apoio da Organização dos Estados Americanos e de outros organismos internacionais a Zelaya. "Não somos a Venezuela, não queremos ser como Cuba", diziam alguns cartazes.

Outro protesto em San Pedro Sula, capital econômica do país, reuniu partidários de Zelaya, que foram dispersados a tiros pelo Exército, com o saldo de dois feridos e cinco detidos, segundo a deputada Silvia Ayala.

O confronto ocorreu no Parque Central, e "temos imagens que mostram a agressão do Exército contra os manifestantes", disse Ayala, acrescentando que "um jovem foi baleado e um fotógrafo apresenta lesões na cabeça".

O comissário da polícia de San Pedro Sula, David Arellano, disse ignorar a informação sobre feridos, mas admitiu que há manifestantes detidos.

Em Tegucigalpa, os partidários de Zelaya participaram de uma passeata de partiu do Obelisco, situado diante do Estado-Maior das Forças Armadas, e terminou em frente ao escritório das Nações Unidas.

"Estimamos a participação de 10 mil pessoas, mas este número pode ser maior", disse à AFP Víctor Carcamo, dirigente do Bloco Popular, que organiza protestos pela volta de Zelaya.

"Queremos o Mel (Zelaya)", "O povo, furioso, exige seu direito", gritavam os manifestantes na passeata, que se deteve por um longo tempo diante do Congresso, isolado pela polícia.

hov/LR

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