Hondurenhos saem às ruas contra retorno de Zelaya ao país

Tegucigalpa, 24 jul (EFE).- Milhares de hondurenhos que se opõem ao presidente deposto Manuel Zelaya fizeram hoje uma passeata na cidade de San Pedro Sula, norte, para rejeitar seu retorno ao país e em defesa da paz e da democracia.

EFE |

"Não queremos a imposição de um ex-presidente que está inabilitado politicamente e que violou a Constituição", declarou à imprensa Leonel Ayala, um dos organizadores do ato, promovido por grupos empresariais, sociais e políticos.

A maioria dos manifestantes usava branco e levava bandeiras de Honduras, assim como cartazes com palavras em defesa da Constituição hondurenha e de rejeição a Zelaya e ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Enquanto a manifestação acontecia em uma avenida de San Pedro Sula, 243 quilômetros ao norte de Tegucigalpa, Zelaya se encontrava no posto de Las Manos, na fronteira sul com a Nicarágua, aonde chegou por estrada proveniente de Manágua.

O deposto presidente passou a linha fronteiriça nicaraguense e esteve por duas horas na zona neutra da passagem, mas depois voltou à Nicarágua, enquanto sua família e, segundo meios de comunicação locais, centenas de seguidores, permaneciam retidos pelas forças de segurança cerca de 12 quilômetros de Las Manos.

Ayala ressaltou que um objetivo da passeata foi "dizer ao mundo" que o que "os hondurenhos fizeram é uma sucessão constitucional", e não um golpe de Estado contra Zelaya, que foi expulso do país pelos militares em 28 de junho, quando o Parlamento designou em seu lugar Roberto Micheletti.

"Pedimos respeito à nossa democracia, o povo hondurenho quer paz", acrescentou Ayala.

A governadora do departamento de Cortés, Sandra Hernández, afirmou que na manifestação contra Zelaya participaram "mais de 40 mil pessoas". EFE lam/db

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