Hondurenho será executado hoje após fracasso de recurso perante Supremo

Washington, 7 ago (EFE).- A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou hoje o recurso apresentado pelo imigrante hondurenho Heliberto Chi para suspender sua execução, prevista para a noite desta quinta-feira, na prisão de Huntsville (Texas).

EFE |

O Supremo era a última instância judicial que podia salvar Chi da injeção letal, após ter sido condenado pelo assassinato de um homem durante um assalto em 2001.

"A solicitação para que se suspenda a execução da sentença de morte apresentada ao juiz (Antonin) Scalia foi rejeitada", disse o texto da sentença, ao qual a EFE teve acesso.

Os advogados de Chi tinham baseado o recurso no fato de que o condenado não teve permissão para entrar em contato com as autoridades consulares de seu país no momento de sua detenção.

Segundo a defesa, essa omissão violou a Convenção de Viena, um tratado assinado pelos Estados Unidos.

O recurso assinalava ainda que Honduras e Estados Unidos mantêm desde 1928 um tratado sobre comércio e proteção judicial.

Um recurso semelhante havia sido apresentado, também de forma infrutífera, pelos advogados de seu amigo, o imigrante mexicano José Medellín, que foi executado na terça-feira, também em Huntsville.

A decisão do Supremo foi divulgada poucas horas depois de um tribunal de apelação ter rejeitado pedir ao governador do estado Texas, Rick Perry, que comute a execução de Chi.

O imigrante hondurenho, consciente de que praticamente se esgotaram as possibilidades de evitar ser executado hoje, pediu força e tranqüilidade à sua família, com a qual se reuniu por quatro horas, disse à agência Efe seu primo, Edgardo Reyes.

Chi se despediu hoje de sua mãe, Mirna Sayupa Chi, e seu meio-irmão, José Hernán Aceituno, com os quais esteve reunido durante quatro horas na prisão de Huntsville, onde está recluso.

Posteriormente, foi transferido para a cela ao lado da câmara onde receberá a injeção letal, prevista para as 18h no horário local (20h de Brasília). Duas horas antes, o réu teria direito a desfrutar de um jantar de sua escolha, direito que foi rejeitado pelo hondurenho.

Heliberto Chi, culpado de ter matado um homem para o qual trabalhou como alfaiate, Armand Paliotta, tomou ainda as últimas decisões que tinha pendentes antes de ser executado mediante a injeção letal.

Assim, decidiu que seu corpo será doado à sua família, e que no momento em que receber a injeção letal, estarão presentes seu primo, seu meio-irmão, sua ex-namorada Erica Sierra, e suas amigas Sonia Mejía e Anayansa Andrade.

Por parte da vítima, presenciarão a execução Armand e Christopher Paliotta, filhos do homem assassinado por Chi. EFE ojl/gs

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