Honduras retoma toque de recolher; conflitos matam 2

TEGUCIGALPA - O toque de recolher voltou a vigorar em Honduras na noite de quarta-feira após uma breve suspensão autorizada pelo governo interino do país, liderado por Roberto Micheletti.

Redação com agências internacionais |

A suspensão ocorreu por sete horas, até 17h (horário local, 20h de Brasília). Durante esse período, manifestantes realizaram uma série de manifestações isoladas na capital hondurenha, Tegucigalpa. Durante os protestos, ao menos duas mortes foram confirmadas pela polícia.


Policial tenta evitar que fotógrafo tire fotos de protesto em Honduras / AFP

Os manifestantes originalmente pretendiam chegar às imediações da embaixada brasileira, onde se encontra o presidente eleito, Manuel Zelaya, mas o local se encontra isolado por centenas de integrantes das forças de segurança.

Impossibilitados de se aproximar da casa diplomática, os protestos se concentraram no centro da cidade. Em frente à Catedral Metropolitana, ocorreram vários pequenos incidentes entre policiais e partidários do presidente deposto.

As forças de segurança chegaram a usar canhões de água para dispersar a multidão.

Duas mortes

A polícia de Honduras informou que um homem ferido nos distúrbios registrados em Tegucigalpa na noite da última terça-feira morreu em um hospital da capital hondurenha.

O porta-voz da polícia, Orlin Cerrato, disse a jornalistas que foi confirmada na quarta-feira a morte de outro homem não identificado e acrescentou apenas que as causas do ocorrido estão sob investigação.

Na terça-feira, o Hospital Escola de Tegucigalpa recebeu pelo menos 20 pessoas que se feriram em diferentes eventos violentos. Segundo uma fonte da instituição, o número de feridos hoje já passa de dez.

Zelaya foi detido e expulso de Honduras em 28 de junho pelos militares. No mesmo dia, o Parlamento do país nomeou seu então presidente, Roberto Micheletti, para o lugar do chefe de Estado deposto. O atual governo hondurenho não é reconhecido pela comunidade internacional.

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