Honduras restabeleceu relações com 29 países, diz chanceler

O ministro das Relações Exteriores de Honduras, Mario Canahuati, afirmou, neste domingo, que o país já restabeleceu relações diplomáticas com 29 países que haviam rompido com Tegucigalpa após a deposição do ex-presidente, Manuel Zelaya, em junho passado. Em entrevista ao jornal hondurenho El Tiempo, o chanceler do recém eleito presidente Porfírio Lobo disse que apenas dez países com os quais Honduras costumava manter relações com representação diplomática não retomaram os laços com Tegucigalpa após a posse do novo governo.

BBC Brasil |

Entre esses países estão o Brasil, o Uruguai, o México, a Venezuela, Cuba, Nicarágua, Bolívia, Paraguai, entre outros.

Canahuati afirmou ainda que espera que depois da cúpula do Grupo do Rio, que começa nesta segunda-feira, no México, o governo dessas nações mudem de opinião e "muitos países nos darão o aperto de mão de amigos". "São países que, por história, temos uma relação de amizade e ao mesmo tempo agendas comuns como o México, o problema de segurança nacional (...) e muito mais que nos unem", disse ele ao jornal. O jornal não diz quais são os países com que Honduras restabeleceu relações diplomáticas.

Reconhecimento
A maior parte da comunidade internacional não reconheceu as eleições de 29 de novembro que elegeu o atual presidente Porfirio Lobo. A falta de reconhecimento desses países é uma retaliação à deposição de Zelaya, em 28 de junho.

O pleito, comandado pelo então presidente interino, Roberto Micheletti, foi reconhecido pelo Canadá, Costa Rica, Colômbia, Estados Unidos, Panamá e Peru.

No início do mês, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, disse "ter esperanças" de que os países das Américas, entre eles o Brasil, reconheçam o governo de Porfírio "Pepe" Lobo.

"Estamos conversando com o Brasil e outros países da região que ainda não tomaram uma decisão", disse Shannon, que assumiu nesta quinta-feira o cargo, em Brasília.

O diplomata, que já havia trabalho no Brasil na gestão de Bill Clinton, disse ainda que os países da região "devem encontrar" uma maneira de reintegrar Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Honduras foi desligada da instituição no ano passado, poucos meses depois de o então presidente hondurenho, Manuel Zelaya, ser destituído do cargo. O fato foi considerado como golpe de Estado pela organização.

Logo após a posse de Lobo, Zelaya saiu da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde ficou por quase quatro meses, e partiu para a República Dominicana acompanhado, entre outros, pelo novo presidente.

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