Honduras expulsa diplomatas venezuelanos

O governo interino de Honduras ordenou na terça-feira a saída dos diplomatas venezuelanos do país dentro de 72 horas. A vice-ministra das relações Exteriores do governo interino hondurenho, Martha Lorena Alvarado, disse que a medida foi tomada porque o governo venezuelano fez ameaças às nossas Forças Armadas, se intrometeu em assuntos exclusivamente hondurenhos e desrespeitou nossa soberania.

BBC Brasil |

A chancelaria de Honduras também deve retirar seus funcionários de Caracas.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem sido um dos maiores críticos do governo interino de Honduras.

Reações internacionais
Chávez pediu para que os Estados Unidos pressionem mais o governo liderado por Roberto Micheletti retirando os militares americanos da base que o país possui em Honduras.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton disse na segunda-feira que Honduras poderia enfrentar o que chamou de graves consequências se o governo interino não acatasse os pedidos internacionais pela volta do presidente deposto, Manuel Zelaya.

Os Estados Unidos já suspenderam US$ 16,5 milhões em ajuda militar e podem suspender outros US$ 200 milhões em empréstimos multilaterais.

Nesta terça-feira a União Europeia disse estar estudando "formas diferentes" de pressionar pelo diálogo entre as duas partes. No dia anterior, o bloco, que condenou a tomada de poder, anunciou o congelamento de mais de US$ 90 milhões em ajuda para Honduras.

Nenhum país reconheceu o governo interino de Honduras e tanto os Estados Unidos como a ONU e a OEA afirmaram reconhecer Zelaya como o presidente legítimo do país.

Volta?
Ocorreram protestos nesta terça-feira na capital de Honduras, Tegucigalpa, em favor de Zelaya.

O presidente deposto, que se encontra na Nicarágua, disse que deve tentar voltar ao país já a partir desta quarta-feira, apesar de Micheletti ter dito que ele será preso se pisar em solo hondurenho.

Líderes do protesto que reuniu cerca de 200 pessoas nesta terça-feira disseram acreditar que Zelaya voltará ao país na sexta-feira.

Simpatizantes de Zelaya planejam uma greve geral para quinta-feira e sexta-feira.

Zelaya foi deposto e expulso de Honduras no último dia 28 de junho. Uma tentativa de retornar ao país no início de julho fracassou depois que as autoridades bloquearam a pista de pouso do aeroporto de Tegucigalpa.

A crise política eclodiu depois que Zelaya tentou fazer uma consulta pública para perguntar se os hondurenhos apoiavam suas medidas para mudar a Constituição.

A oposição era contra a proposta de Zelaya de acabar com o atual limite de apenas um mandato por presidente, o que poderia abrir caminho para uma reeleição do atual presidente deposto.

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