Honduras expressa reservas à missão de comitê de direitos humanos

Tegucigalpa, 17 ago (EFE).- O Governo do presidente Roberto Micheletti expressou hoje grandes reservas sobre a missão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que verifica a situação dos direitos fundamentais em Honduras após o golpe de Estado contra Manuel Zelaya.

EFE |

"Gostaria de estar enganada, mas temos grandes reservas" sobre a atitude da delegação da CIDH, declarou em entrevista coletiva a vice-chanceler hondurenha, Martha Alvarado.

"É nossa intenção lembrar à comissão de que o princípio essencial dos direitos humanos é que todos somos iguais e, portanto, os direitos humanos não podem ser vistos somente de uma perspectiva", ressaltou.

Alvarado qualificou de "lamentável" que recentes relatórios de grupos privados internacionais de direitos humanos que visitaram o país "não reflitam o que se viu realmente", e considerou que "poderia ser o caso" também da CIDH, que hoje iniciou seus trabalhos em Honduras.

A vice-chanceler espera que a Comissão inclua em seu relatório a violação do direito das crianças à educação devido às greves de professores em apoio a Zelaya, danos à propriedade privada por parte dos partidários do presidente, bombas contra meios de comunicação e ameaças a jornalistas, entre outros fatos.

Ela também questionou a missão da CIDH por não ter seguido "os canais correspondentes" e em vez de ter recorrido à Chancelaria para realizar a visita se dirigiu diretamente à Suprema Corte de Justiça (CSJ), no que, considerou, desconheceu o Executivo. EFE lam/db

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